O homem encontrado morto e amarrado às margens da Rodovia dos Imigrantes, em Várzea Grande, foi estrangulado com um fio elétrico e apresentava sinais de tortura. A informação foi confirmada pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que esteve no local na manhã desta sexta-feira (2).
Segundo o delegado, a vítima foi identificada como Walter e possuía passagem pela Justiça pelo crime previsto no artigo 157 do Código Penal, referente a roubo.
“Enrolaram um fio de eletricidade e enforcaram essa vítima. Ela acabou falecendo. Tinha sinais de tortura”, afirmou Nilson Farias durante entrevista à imprensa.
Um pedaço do fio utilizado no crime também foi localizado próximo ao corpo e deverá ser analisado pela perícia.
Para o delegado, os primeiros elementos encontrados na cena indicam que Walter não foi assassinado no ponto onde o corpo foi localizado.
A equipe encontrou marcas de pneus no solo, que, segundo Nilson Farias, podem ajudar a identificar o veículo utilizado para transportar o cadáver.
“Nós acreditamos que essa vítima foi morta em outro local pelas marcas de um pneu aqui no chão. Nós sabemos o que é esse carro, que veio, trouxe a vítima, desovou ela aqui nesse local e foi embora”, explicou.
O corpo foi localizado próximo a uma porteira, no trecho da Rodovia dos Imigrantes entre os acessos ao Capão do Piqui e ao Capão Grande.
Ainda conforme o delegado, o cadáver teria sido levado ao local durante a madrugada, por volta de 1h.
A Polícia Judiciária Civil iniciou as investigações para identificar os responsáveis pelo homicídio e descobrir a motivação do crime. A equipe deverá levantar os últimos contatos da vítima e ouvir pessoas que tiveram contato com Walter antes da morte.
“Agora vamos saber quais são os vínculos da vítima com outras pessoas, quem são as últimas pessoas que tiveram com ela. E agora inicia-se uma investigação da Polícia Judiciária Civil”, afirmou o delegado.
Equipes da DHPP, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Instituto Médico Legal (IML), Polícia Rodoviária Federal e da concessionária responsável pela rodovia estiveram na ocorrência.
A investigação segue para esclarecer onde Walter foi morto, quem participou do crime e o que teria motivado a execução.





