
Estadão MT
A defesa de Carlinhos Bezerra recorreu da condenação de 36 anos de prisão e pediu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que o julgamento que condenou o réu pelas mortes de Thays Machado e Willian Moreno seja anulado. A defesa, patrocinada pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior e Paulo Moisés da Silva Gallo, também quer que, antes de uma nova sessão do Tribunal do Júri, seja realizado um exame para avaliar a sanidade mental do condenado.
No recurso, a defesa afirma que Carlinhos teve a atuação dos antigos advogados prejudicada por falhas técnicas, como perda de prazos e dificuldades para acessar documentos relacionados ao processo. Também aponta que cerca de 109 GB de arquivos, incluindo imagens de câmeras e extrações de celulares, foram disponibilizados pouco antes do julgamento, o que teria limitado a análise das provas.
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O advogado sustenta ainda que havia registros médicos indicando quadro depressivo e ansiedade generalizada e que esses elementos seriam suficientes para justificar a instauração do incidente de insanidade mental. A defesa também contesta qualificadoras reconhecidas pelos jurados e pede o reconhecimento de homicídio privilegiado, alegando que houve provocação de Willian momentos antes dos disparos.
Carlinhos foi condenado em 31 de julho pelas mortes de Thays e Willian, assassinados a tiros em janeiro de 2023, em frente a um edifício no bairro Consil, em Cuiabá. Segundo a acusação, o réu não aceitava o fim do relacionamento com Thays e preparou uma emboscada contra o casal.
A sentença fixou 20 anos de prisão pela morte de Thays e 16 pela de Willian. Carlinhos segue preso em Várzea Grande. Caso o pedido de novo júri seja negado, a defesa solicita que a pena seja recalculada para 23 anos e 4 meses.
Fonte:Estadão MT




