
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (6), em Sinop (581 Km de Primavera do Leste), um empresário rural investigado por ceder sua propriedade para o transporte aéreo internacional de drogas. A fazenda servia como ponto cego e base de apoio logístico para o pouso de aeronaves carregadas com cocaína vindas da Bolívia.
A captura ocorreu durante a segunda fase da Operação Mállku, deflagrada para desarticular a cadeia de abastecimento e distribuição do entorpecente em território nacional. O nome do fazendeiro preso preventiva por determinação da Justiça Federal não foi divulgado pelas autoridades.
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As investigações começaram em fevereiro deste ano, após a PF interceptar uma aeronave com cerca de 511 quilos de cocaína no município de Marcelândia. O avião havia descolado do leste boliviano e utilizado a estrutura da propriedade em Sinop para reabastecimento e desembarque do carregamento.
Conforme a Polícia Federal, o avanço do inquérito permitiu mapear os diferentes núcleos operacionais da organização criminosa. A investigação segue em andamento para identificar e prender financiadores do esquema, pilotos, operadores de logística e outros proprietários rurais que cederam pistas clandestinas para o narcotráfico na região do Norte mato-grossense.
A prisão em Sinop reflete a intensificação das operações da Polícia Federal e forças de segurança estaduais no combate ao uso de pistas clandestinas no Norte de Mato Grosso nos últimos três meses:
Uso do modal aéreo da Bolívia: O estado de Mato Grosso figura como principal porta de entrada da cocaína boliviana por via aérea, devido à proximidade geográfica e à vasta extensão de áreas rurais isoladas propícias para o pouso de monomotores adulterados.
Operações de Pistas Clandestinas: Em ações recentes na região do Araguaia e no Norte do estado, a PF e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) têm mapeado e inutilizado dezenas de pistas não homologadas usadas por narcotraficantes como entrepostos operacionais.
Avanço sobre o patrimônio e logística: O foco das últimas etapas operacionais da PF em Mato Grosso mudou da simples apreensão da droga no ar/solo para o asfixiamento da rede logística terrestre — responsabilizando proprietários de terras, fornecedores de combustível de aviação e mecânicos de aeronaves envolvidos no suporte logístico das quadrilhas
Fonte: Click F5




