CEO da OpenAI se desculpa por não sinalizar conversas de atirador com IA

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Sam Altman, CEO da OpenAI, pediu desculpas formalmente à comunidade de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, Canadá, por não comunicar as autoridades sobre conversas entre um atirador autor de um massacre ocorrido em fevereiro.

Ele admitiu que sua empresa não alertou as autoridades sobre as conversas online perturbadoras do atirador com o chatbot de IA da empresa, mesmo depois de funcionários terem sinalizado a conta internamente.

“Lamento profundamente não termos alertado as autoridades sobre a conta que foi banida em junho”, escreveu Altman em uma carta datada de 23 de abril e endereçada à comunidade de Tumbler Ridge.

“Embora eu saiba que palavras nunca serão suficientes, acredito que um pedido de desculpas seja necessário para reconhecer o dano e a perda irreversível que sua comunidade sofreu.”

A carta de Altman foi publicada nesta sexta-feira (24), na rede social X pelo primeiro-ministro da província da Colúmbia Britânica, David Eby.

“O CEO da OpenAI, Sam Altman, emitiu uma carta de desculpas ao povo de Tumbler Ridge. O pedido de desculpas é necessário, mas extremamente insuficiente para a devastação causada às famílias de Tumbler Ridge”, escreveu Eby.

A OpenAI enfrentou críticas após admitir que o relato do atirador de 18 anos não foi reportado à polícia, mesmo depois de funcionários da empresa terem notado a ligação com a violência armada.

A polícia da Colúmbia Britânica afirma que o atirador matou oito pessoas, incluindo seis crianças na escola local, em fevereiro.

Na carta, Altman afirma que esteve em contato com as autoridades de Tumbler Ridge nos últimos meses e que a dor da comunidade era “inimaginável”.

“Quero expressar minhas mais profundas condolências a toda a comunidade. Ninguém deveria jamais ter que passar por uma tragédia como essa. Não consigo imaginar nada pior neste mundo do que perder um filho. Meu coração está com as vítimas, suas famílias, todos os membros da comunidade e a província da Colúmbia Britânica”, escreve Altman.

Na carta, ele afirma estar comprometido em encontrar maneiras de prevenir “tragédias como essa no futuro”.

Ao ser questionada, a OpenAI direcionou para a carta enviada ao ministro da inteligência artificial do Canadá após o tiroteio em Tumbler Ridge.

Relembre o caso

O ataque a tiros em uma escola no Canadá na terça-feira (10) foi o pior em décadas no país. Ao menos seis pessoas foram encontradas mortas no local. Outras duas pessoas foram mortas em uma casa. A atiradora também morreu.

O último ataque em escola dessa magnitude no Canadá ocorreu em 1989, quando um atirador assassinou 14 mulheres na École Polytechnique, em Montreal.

O país possui uma legislação rigorosa sobre posse de armas. Ainda assim, alguns atentados ocorreram nos últimos anos e abalaram a sociedade canadense.

Em dezembro de 2022, cinco pessoas foram mortas em um tiroteio em um condomínio em um subúrbio de Toronto. Um atirador também foi baleado por um policial durante um confronto e morreu, segundo a polícia.

Em 2020, um atirador matou 22 pessoas durante um ataque a tiros na Nova Escócia, desencadeando buscas que duraram mais de 12 horas. Após o caso, o então primeiro-ministro Justin Trudeau afirmou que seu governo reforçaria as leis de controle de armas.

Em 2017, seis pessoas foram mortas em uma mesquita na cidade de Quebec, em um ataque que foi descrito na época como coordenado. Testemunhas disseram que pelo menos dois homens armados dispararam indiscriminadamente contra uma multidão de fiéis.

Em 2016, quatro pessoas morreram após um tiroteio em uma escola em uma pequena cidade na província de Saskatchewan, no norte do Canadá.

Além disso, outros casos que resultaram em diversas mortes não envolveram armas de fogo.

Em abril do ano passado, um homem atropelou uma multidão com seu carro em um festival de rua filipino em Vancouver, matando pelo menos 11 pessoas.

Na época, a polícia classificou o ocorrido como “o dia mais sombrio” da história da cidade, com vítimas fatais entre cinco e 65 anos.

(Com informações de Hadas Gold, da CNN)



Fonte: Cnn Brasil