Avenida Paulista registra queda de 50% no número de roubos

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A avenida Paulista, principal via de São Paulo e uma das mais movimentadas do país, registrou uma queda superior a 50% no número de roubos nos últimos meses. Os dados foram divulgados em pesquisa realizada pela Associação Paulista Viva, entidade que há mais de 20 anos representa os interesses de moradores e comerciantes da região, com base em números da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Em números absolutos, os registros de roubo caíram de 396 para 165 ocorrências entre março e dezembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. A redução, segundo os dados, segue em 2026, animando tanto os frequentadores quanto os representantes da região.

Os resultados expressivos são atribuídos à Operação Paulista Mais Segura, iniciativa que combina a presença contínua da GCM (Guarda Civil Metropolitana), o monitoramento por câmeras do programa Smart Sampa e ações integradas com as forças de segurança estaduais. Somente na região da Paulista, são empenhados mais de 390 agentes da GCM e 52 câmeras inteligentes, além do apoio da Polícia Militar. A operação completou um ano em abril e, segundo os dados apresentados, tem apresentado resultados consistentes.

Impacto do monitoramento por câmeras

A presença das câmeras inteligentes foi destacada como um fator fundamental para a contenção dos crimes. “A câmera ajuda muito. Além de ajudar muito, ela também coíbe muitas vezes a ação criminosa, porque se o criminoso sabe que ele está sendo observado, que a polícia está enxergando o que ele está fazendo ali, a gente consegue também fazer a contenção desses crimes”, afirmou Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da SSP-SP. A operação funciona de forma ininterrupta, 24 horas por dia, o que representa uma mudança significativa em relação a iniciativas anteriores de segurança na região.

Mudança de hábitos e percepção de segurança

Os índices positivos já se refletem no comportamento das pessoas que frequentam a avenida. Com a redução da criminalidade, cresce o número de quem voltou a andar com o celular na mão — hábito que, até bem pouco tempo, era evitado por conta do alto número de assaltos. Lívio Giosa, presidente da Associação Paulista Viva, destacou que as mulheres, em especial, têm retomado atividades presenciais no período noturno. “Percebo o quanto as mulheres, especialmente, estão voltando às atividades presenciais, especialmente à noite, porque elas sentem segurança, veem o contingente posto na rua, presente na rua, e isso dá essa sensação de segurança mais precisa”, declarou Giosa.

Apesar dos números positivos, a percepção de segurança ainda varia entre os frequentadores da avenida. Alguns relatam melhora clara no ambiente, enquanto outros ainda mantêm cautela. O desafio apontado agora é expandir a estratégia para além do centro da cidade, monitorando possíveis deslocamentos da criminalidade para outras regiões.

Fonte: Cnn Brasil