O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) é um dos alvos da oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta terça-feira (26) pela Polícia Federal que investiga aportes no Rioprevidência. Por meio de 10 mandados de busca e apreensão, a PF apura o aporte de R$ 3 bilhões do instituto no extinto Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Em março deste ano, Castro renunciou ao cargo de governador do Estado na véspera de um julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que analisava ações para torná-lo inelegível por oito anos por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A ação do TSE contra o ex-governador mirava o envolvimento em um suposto esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), com cerca de 27 mil cargos temporários que, segundo as investigações, teriam sido usados para empregar cabos eleitorais e fortalecer a campanha de reeleição de Castro em 2022.
A renúncia foi lida como uma manobra para forçar que a eleição no Rio ocorresse de maneira indireta, via Alerj, onde Castro conseguiria fazer um sucessor por ter apoio majoritário.
Castro como alvo da PF
Cláudio Castro é alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no sistema financeiro envolvendo o já liquidado Banco Master.
De acordo comunicado oficial da PF, a nova fase da investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Nesta oitava fase, apura-se aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.
Além disso, o ex-governador foi autuado na Operação Sem Refino, ainda neste mês de maio, que investigou a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
Deflagrada em 15 de maio, a operação mirou também o dono da Refit, Ricardo Magro e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros.
Fonte: Cnn Brasil




