
DO REPÓRTERMT
A morte de Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, de 72 anos, no último dia 31, dois dias após uma queda na escada de desembarque de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, motivou a família a defender mudanças nos procedimentos de embarque e desembarque em aeroportos brasileiros. A idosa viajava para Cuiabá, onde celebraria o aniversário da filha, a médica dermatologista Raquel Fávaro.
Em entrevista ao Metrópoles, Raquel afirmou que o objetivo da família é transformar a dor da perda em uma discussão sobre segurança aeroportuária, com o intuito de evitar que outros passageiros passem por situações semelhantes. Segundo ela, a tragédia poderia ter sido evitada com medidas de assistência e melhorias na infraestrutura utilizada para o acesso às aeronaves.
Raquel revelou que ela e o irmão estudam formas de levar a discussão ao poder público. A intenção é buscar apoio para a criação de um projeto de lei que estabeleça medidas de segurança mais rigorosas nos procedimentos de embarque e desembarque. A proposta, segundo ela, poderá receber o nome da mãe como forma de homenagem.
“O que a gente gostaria é que ninguém passasse por isso que a gente passou por que a gente vê isso como uma causa evitável. Quem nunca teve problema em descer aquela escada? Eu tenho dois filhos pequenos. A minha família mora no interior de São Paulo, eu moro em Cuiabá. Eu já viajei sozinha grávida, viajei sozinha grávida com o filho no colo, viajei com dois filhos pequenos e eu sempre tive muito medo daquela escada. Então, assim, o nosso objetivo meu e do meu irmão, do meu pai é que fosse criado até um projeto de lei, que a gente até queria que chamasse ‘Maria da Glória’, que alguém comprasse essa ideia de que tenha melhorias nesse desembarque e embarque dentro do avião”, disse.
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Entre as propostas defendidas pela família estão a ampliação do uso de rampas de acesso, equipamentos elevatórios para embarque e desembarque, melhorias estruturais nas escadas móveis e o reforço dos protocolos de acompanhamento para idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida e passageiros que viajam com crianças.
A filha da vítima relatou que a família havia solicitado à Latam assistência especial para idoso desacompanhado antes da viagem. Conforme Raquel, a mãe viajava sozinha, mas não possuía limitações físicas ou problemas de saúde que justificassem a queda.
Maria da Glória sofreu a queda na última sexta-feira (29), durante o desembarque de um voo da Latam em Congonhas. Ela foi socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde da capital paulista, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois. As circunstâncias do acidente seguem sendo apuradas.
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Fonte: Repórter MT




