Advogado nega irregularidades e diz que diálogos estão fora de contexto | Rdnews

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Bruno Oliveira Castro

O advogado Bruno Oliveira Castro negou a prática de qualquer crime no exercício da advocacia. Ele foi um dos 12 alvos da Polícia Federal, que nesta segunda-feira (8) deflagrou a operação “Gemini” e apura a prática de crimes relacionados à venda de sentença e lavagem de dinheiro.

Os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos, e do deputado estadual Faissal Calil (PL).

Rodinei Crescêncio

Por meio de nota, Castro afirmou que diálogos que integram a investigação e teriam baseado a operação estão fora de contexto e não são verdadeiros. “Jamais solicitei, intermediei ou realizei qualquer tratativa ilícita”, alegou.

Castro ressaltou que, antes mesmo de ser alvo de um mandado de busca e apreensão, ele se colocou à disposição das autoridades para prestar eventuais esclarecimentos. “Inclusive perante o Conselho Nacional de Justiça [CNJ] e a Procuradoria-Geral da República, no interesse da investigação e da verdade”.

O advogado manifestou sua confiança no devido processo legal e que a investigação resultará na confirmação de sua inocência. “Confio que a apuração, conduzida com imparcialidade, demonstrará exatamente isso, uma vez que sempre exerci a advocacia dentro dos limites da lei, da ética profissional e das prerrogativas da função”.

A operação

Nesta segunda-feira (8), os agentes da Polícia Federal cumpriram os mandados de busca e apreensão, além de medidas de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático de oito investigados. A investigação apura a atuação de envolvidos em suposto esquema voltado à comercialização de decisões judiciais e à ocultação de recursos de origem supostamente ilícita.

Segundo a PF, o esquema descoberto movimentou de forma clandestina mais de R$ 3,2 milhões em depósitos e cheques. Foram apreendidos itens como joias, uma arma de fogo, munições e um relógio Rolex.

Dirceu está afastado do cargo desde março deste ano, por determinação do CNJ. Na ocasião, o Conselho informou a existência de indícios de que o desembargador teria proferido decisões judiciais mediante possível recebimento de vantagens indevidas, com intermediação de terceiros, entre eles empresários e advogados.

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Fonte: RD News