
Claudinei da Silva, de 42 anos, pai de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, assassinada no último domingo (8), já possuía histórico de violência doméstica contra a ex-companheira, mãe da adolescente. A informação foi confirmada pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações do caso.
De acordo com o delegado, Claudinei, era separado da mãe da menina e já havia sido alvo de medida protetiva em razão de episódios anteriores de agressividade. “Ele já tinha um histórico de agressividade contra a mãe dessa menina e agora contra a própria filha. Isso demonstra um comportamento violento direcionado às mulheres”, afirmou o delegado.
Durante as diligências realizadas na residência do suspeito, os policiais encontraram manchas de sangue no quarto onde a adolescente foi agredida, além de uma bermuda com vestígios de sangue que teria sido utilizada por Claudinei no momento do crime.
Segundo a investigação, pai e filha participaram de uma confraternização familiar antes do ocorrido. Conforme relato do próprio suspeito, ele consumiu bebida alcoólica durante o evento e, ao retornar para casa, pegou o celular da filha e encontrou conversas dela com um menino por meio das redes sociais.
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Ainda de acordo com o depoimento prestado à polícia, uma discussão teve início após a descoberta das mensagens. Claudinei confessou ter estrangulado a adolescente durante o desentendimento. O delegado explicou que o suspeito relatou ter apertado o pescoço da filha até que ela começasse a sangrar pelo nariz.
Após as agressões, o homem deixou a residência sem prestar socorro à vítima. Olga foi encontrada pela mãe e por outros familiares, que estranharam o comportamento evasivo do suspeito e decidiram ir até a casa. A menina ainda apresentava sinais vitais quando foi localizada e foi levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
Para o delegado Nilson Farias, a conduta do suspeito caracteriza feminicídio. Segundo ele, Claudinei tinha plena consciência do risco de morte ao aplicar o golpe em uma criança de apenas 12 anos e, mesmo diante da gravidade da situação, optou por fugir em vez de buscar ajuda. O investigado foi autuado por feminicídio com agravante pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.
A delegada Jéssica Assis, responsável pelo Núcleo de Feminicídios da DHPP, informou que a investigação seguirá para aprofundar o histórico familiar e verificar se havia outros episódios de violência envolvendo a adolescente.Entre os pontos que serão analisados estão a medida protetiva existente entre os pais, possíveis registros anteriores de violência doméstica, eventual acompanhamento do Conselho Tutelar e informações da comunidade escolar da vítima.
A polícia também busca identificar se havia sinais de violência indireta contra a criança, situação conhecida como violência vicária, quando filhos são utilizados para atingir ou causar sofrimento à mãe.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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