
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) ao defender a pré-candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao Governo de Mato Grosso. Durante entrevista à Rádio Capital, nesta segunda-feira (8), o parlamentar insinuou que podem ocorrer “coisas estranhas da política” para retirar Jayme da disputa, chegando a fazer gestos que remetiam à circulação de dinheiro.
Ao comentar a futura convenção do União Brasil, que deverá definir os rumos eleitorais do partido, Júlio afirmou que o grupo favorável à candidatura própria é maioria entre os convencionais do partido, mas alertou para possíveis articulações nos bastidores.
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“Nós temos maioria, se não houver alguma coisa estranha por trás dos bastidores”, declarou.
Questionado sobre o significado da expressão, o deputado foi direto ao sugerir a possibilidade de compra de apoio político.
“Se for querer comprar convencionais para não aceitar a candidatura própria, porque a maioria hoje quer a candidatura própria para governador”, disse.
Ao ser novamente questionado sobre o que seria “comprar convencionais”, Júlio respondeu: “É chamar o cara e dizer: ‘Olha, você vai votar contra a candidatura própria’. Em troca, oferecer dinheiro, propostas ou cargos no governo”, afirmou.
O parlamentar reconheceu que a prática é ilegal, mas alegou que situações semelhantes são recorrentes na política brasileira.
Júlio defendeu que a decisão sobre uma eventual candidatura própria seja tomada exclusivamente pelos convencionais da legenda.
“Nós queremos apenas que seja feita uma consulta. Chamar os 52 membros do partido e perguntar: vocês querem uma candidatura própria ao Governo, com o senador Jayme Campos no primeiro turno, ou não querem disputar a eleição e preferem apoiar, já no primeiro turno, a candidatura de Otaviano Pivetta?”, argumentou.
Na semana passada, Júlio já havia afirmado que Mauro Mendes corre o risco de não ter sua candidatura ao Senado homologada caso atue para impedir o projeto de Jayme Campos ao Palácio Paiaguás. Segundo ele, dos 52 convencionais do União Brasil, 35 estariam alinhados à tese da candidatura própria.
Por isso, o deputado sustenta que Mauro dependerá do apoio desse grupo para garantir a aprovação de seu projeto eleitoral dentro da legenda.
Mauro Mendes, por sua vez, apoia a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado e trabalha para que o União Brasil também feche apoio ao aliado.
Fonte:Estadão MT




