Delegado revela que serralheiro planejou morte de professor após chantagem envolvendo caso homossexual

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O delegado Bruno Abreu revelou que o suspeito Elias confessou ter planejado a morte do professor Breno e apontou supostas chantagens envolvendo sua vida pessoal e familiar como motivação para o crime.

Segundo o delegado, Elias afirmou que Breno ameaçava enviar à esposa fotografias nas quais ele apareceria acompanhado. O professor também insistiria em encontros, mas o suspeito dizia não aceitar as investidas.

A situação teria se agravado no dia do crime, quando Breno supostamente enviou uma foto da filha de Elias e ameaçou deixá-lo sem família caso a esposa descobrisse o conteúdo das imagens.

“Ele ia ficar sem família, porque a esposa ia descobrir”, relatou Bruno Abreu ao explicar o que foi dito pelo investigado durante o depoimento.

De acordo com o delegado, Elias contou que conversou com um conhecido que também estaria enfrentando situações semelhantes de suposta chantagem. Os dois teriam decidido agir contra o professor.

O investigado detalhou que os envolvidos seguiram até o local onde Breno foi abordado. Conforme as informações repassadas à polícia, uma terceira pessoa já estaria esperando no ponto para participar da ação.

Ainda segundo o depoimento, Breno foi agarrado pelo pescoço e teve o celular retirado durante a abordagem. O delegado também apontou que Elias apresentou informações adicionais sobre o deslocamento e a participação dos envolvidos em depoimento posterior.

Durante a entrevista, Bruno Abreu afirmou que a suspeita de chantagem faz parte da linha de investigação sobre a motivação do crime. Elias também negou ser homossexual, conforme o delegado, que informou que a polícia ainda analisava os elementos relacionados às declarações.

As supostas ameaças atribuídas a Breno ainda precisam ser confirmadas pela investigação. A Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias do assassinato e determinar a participação de cada envolvido.

Fonte: Esporte e Notícias