Possibilidade zero de o PP não apoiar Flávio, diz Derrite à CNN

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Relator do PL (Projeto de Lei) Antifacção, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP)  • Reprodução CNN

O ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo e pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) minimizou, em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (12), as chances de seu partido não apoiar o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Quanto antes trabalhar chapa ao Senado, melhor. Fui ao partido Progressistas com a condição de apoiar incondicionalmente Flávio Bolsonaro nessa empreitada dele”, afirmou Derrite.

A relação entre PP (Partido Progressistas) e PL (Partido Liberal) estremeceu após as operações deflagradas pela PF (Polícia Federal) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da legenda.

O partido articulava indicar a vaga de vice-presidente na chapa de Flávio, costurando um acordo que daria ao PL um tempo de TV no horário eleitoral gratuito equivalente ao dobro da coligação do presidente Lula (PT).

Em maio, durante entrevista à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro descartou a possibilidade de ter Ciro Nogueira como vice em sua chapa.

“Em questão de vice, é especulação. Em uma entrevista lá atrás, eu comentei mais em termos de cortesia para ele, até porque isso vai acontecer mais pra frente, nas convenções”, explicou à época.

Antes de migrar para seu atual partido, Derrite era filiado ao PL, onde se elegeu deputado federal em 2022. Ele negociou sua saída para que a sigla não lançasse dois candidatos à Casa Alta. Para Derrite, o ideal para a disputa deste ano seria ter “dois candidatos pela direita“.

“Lembrando que essa primeira vaga tinha como destinatário o Eduardo Bolsonaro, eu e ele estávamos no PL e não poderiamos ter os dois concorrendo ao Senado pelo mesmo partido.”

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados por não comparecer em ⅓ das sessões ordinárias da Casa, com 59 ausências acumuladas. Entretanto, Eduardo não perdeu seus direitos políticos.

Apesar da possibilidade de entrar na disputa, coube ao ex-deputado escolher o nome do PL na corrida ao Senado. O anúncio de André do Prado, presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), foi feito no início de maio.

Apesar de ficar sem a vaga titular, a CNN Brasil mostrou que o PL planeja lançar Eduardo como suplente em um cenário em que seu irmão Flávio Bolsonaro vença as eleições de outubro deste ano e se torne presidente da República.

Fonte: Cnn Brasil