
O deputado estadual Júlio Campos (UB) manifestou-se de forma cautelosa com relação às suspeitas de que o incêndio que destruiu o galpão da Secretaria de Educação de Várzea Grande tenha sido criminoso. Durante vistoria realizada ao anexo atingido na última quarta-feira (17), o parlamentar defendeu a necessidade de aguardar os laudos periciais oficiais antes de qualquer acusação, afastando as teses de “queima de arquivo” que circulam no meio político local.
As declarações do deputado foram dadas antes da divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram um veículo saindo das dependências do órgão no momento em que o fogo já consumia a estrutura. Ao avaliar o histórico político da cidade e as insinuações de sabotagem, Júlio Campos buscou dissociar o embate democrático de atos de vandalismo contra o patrimônio público.
“Eu não acredito nisso, eu acho que é mera coincidência. Eu acredito que o cidadão várzea-grandense nunca teve esse espírito de alguém incendiar algo, alguém ocasionar uma tragédia dessa. Nós temos uma briga política, mas é uma briga certamente democrática, radical, mas democrática. Nunca houve isso”, afirmou Júlio, em entrevista nesta quinta-feira (18).
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A tragédia ocorreu dias após vereadores de oposição realizarem uma fiscalização no depósito, onde alegaram ter encontrado irregularidades, como o represamento de livros e uniformes novos, o que motivou falas de parlamentares como Wanderley Cerqueira e Wender Madureira sugerindo que o sinistro não teria sido acidental.
No entanto, o parlamentar criticou as conclusões precipitadas que surgiram no calor dos fatos, reforçando que a palavra final deve vir de órgãos técnicos e judiciais especializados em perícia de incêndio.
“Qualquer discussão antes do relatório da Politec, das autoridades de segurança pública, da Polícia Judicial, é mera discussão independente. Não pode ter. Eu acho que temos que aguardar pacientemente, porque nós temos técnicos especializados em saber qual foi o incêndio”, ressaltou.
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Por fim, o deputado elencou as possibilidades de causas acidentais, comuns em depósitos com grande carga elétrica, reiterando sua descrença em um ato premeditado devido à gravidade das consequências.
“Se foi um incêndio, explosão de algum ar refrigerado, de algum curto-circuito, até se foi proposital. Eu não acredito. Eu acho que seria muita irresponsabilidade fazer uma coisa dessa”.
As falas do parlamentar ocorreram antes da revelação de um vídeo que mostra um Fiat Mobi saindo de ré do depósito enquanto uma densa fumaça já tomava conta do galpão. Até o momento, as autoridades de segurança pública seguem investigando se o veículo possui relação direta com o início das chamas ou se sua saída foi apenas uma tentativa de salvamento de patrimônio.
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