
O perito Henrique Praeiro de Carvalho afirmou, nesta terça-feira, 23 de junho, que a motorista tinha condições de ver as vítimas no atropelamento que matou os estudantes Ramon Alcides Viveiros e Mylena de Lacerda Inocêncio e deixou Hya Girotto ferida, em Cuiabá. A declaração foi feita durante o julgamento da bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro.
Segundo o perito, a condutora tinha mais de 100 metros de campo de visão e condições de reagir ao perigo na pista. “Havia condições de visualizar as pessoas para evitar o acidente, 120 metros”, destacou.
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A primeira testemunha a depor no júri, Mogar Meirelles, afirmou que viu o momento do acidente e que a bióloga não freou em nenhum momento antes de atingir as vítimas.
“Ela estava em alta velocidade. Não percebi nenhum movimento dela para tentar impedir o atropelamento”, disse.
Ele relatou ainda que estava em um estacionamento próximo e presenciou toda a dinâmica da colisão.“Ela estava bem mais rápido do que outros carros que estavam na via. Por isso esperei ela passar para poder sair do estacionamento”, completou.
O caso ocorreu na madrugada de 23 de dezembro de 2018, em frente à boate Valley, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. Mylena morreu a caminho do hospital, enquanto Ramon Alcides Viveiros faleceu horas após ser internado. Hya Girotto, de 25 anos, foi a única sobrevivente, mas ficou com sequelas.
Laudos do processo apontam que Rafaela estaria sob efeito de álcool e trafegava em alta velocidade no momento do atropelamento. Ela também teria tentado fugir do local após a colisão.
Inicialmente, em primeira instância, houve decisão que atribuía a responsabilidade às vítimas, mas a sentença foi anulada. Em 2024, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso entendeu haver indícios de dolo eventual na conduta da ré e determinou sua nova pronúncia ao júri.
Rafaela foi denunciada pelo Ministério Público por dois homicídios dolosos consumados e um homicídio tentado, todos na modalidade de dolo eventual.
Fonte:Estadão MT




