
O policial civil aposentado Luciano Testa, de 56 anos, acusado de agredir um idoso de 62 anos de idade dentro do elevador de um condomínio residencial em Cuiabá, não foi localizado pelas forças de segurança após a decretação de sua prisão preventiva e passou a ser considerado foragido da Justiça.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (24), a Polícia Civil informou que a Gerência Estadual de Polinter e Capturas tomou conhecimento do mandado expedido pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá e iniciou imediatamente diligências para localizar o investigado. Apesar das buscas, ele não foi encontrado.
“Diligências estão sendo realizadas para dar cumprimento ao mandado judicial. O suspeito segue foragido”, informou a instituição.
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A prisão preventiva foi decretada pelo juiz João Bosco Soares da Silva, que acolheu pedido apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Na decisão, o magistrado apontou a gravidade das agressões, o risco de reiteração criminosa, a necessidade de garantir a instrução criminal e a aplicação da lei penal.
Segundo os autos, Luciano Testa é investigado por agredir um aposentado de 62 anos, dentro do elevador de um condomínio, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. As imagens registradas pelo circuito interno de segurança mostram o momento em que a vítima é atingida por socos e chutes.
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O juiz destacou que os conflitos entre as partes não seriam recentes. Conforme a decisão, há registros de ameaças atribuídas ao investigado desde agosto de 2025, incluindo declarações que teriam antecedido a agressão ocorrida em junho deste ano.
Outro ponto considerado pela Justiça foi a dificuldade para localizar Luciano Testa. O oficial de Justiça certificou que não conseguiu encontrá-lo durante diligências realizadas nos dias 16 e 17 de junho para cumprimento de determinações judiciais. O magistrado entendeu que a situação reforça o risco de evasão.
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A decisão também menciona que o investigado é policial civil aposentado e possui treinamento especializado, circunstância que, segundo o entendimento judicial, aumenta o risco de interferência na produção de provas e no contato com vítimas e testemunhas.
Além da prisão preventiva, foram mantidas medidas cautelares já determinadas anteriormente, entre elas a proibição de aproximação das vítimas, proibição de contato por qualquer meio e a suspensão de eventual autorização para porte de arma de fogo.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI).
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