
Apontado como o principal suspeito de matar a tiros a companheira Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, Matheus Gonçalves dos Santos, de 33 anos, é procurado pelas autoridades policias após fugir com o filho menor de idade para o Paraguai. O crime foi descoberto nesta terça-feira (23), quando a mulher foi encontrada morta dentro da própria casa, no bairro Jardim das Palmeiras, em Guarantã do Norte (a 721 km de Cuiabá).
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Segundo o pedido de prisão preventiva, expedido no mesmo dia do crime pelo juiz plantonista Guilherme Carlos Kotovicz, o suspeito fugiu com a criança sem levar documentação pessoal, o que mantém o filho em situação de vulnerabilidade em território estrangeiro.
Na decisão, o juiz ainda ressaltou o perigo sofrido pelo filho, já que o pai pode estar portando uma arma de fogo. “Conforme informado nos autos, a criança teria sido levada pelo investigado durante a fuga, sem documentação pessoal, permanecendo em situação de vulnerabilidade, especialmente diante do contexto de violência, da evasão internacional e da notícia de que o investigado estaria portando arma de fogo”, diz trecho da decisão.
Como publicado pelo , Gleici Fátima foi encontrada morta por volta das 11h25 com uma perfuração na cabeça. Próximo ao corpo, foi localizado um cartucho de espingarda.
Segundo o Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, em julho de 2025 o homem já havia sido preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a mulher acionar a Polícia Militar. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici Fátima.
Esse, porém, não foi um episódio isolado, as primeiras denúncias foram registradas em 2023, quando a mulher procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Já em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo.
No entanto, há menos de um ano, em novembro de 2025, após pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
Agora, com o pedido de prisão preventiva, as autoridades brasileiras devem trabalhar em cooperação com a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) para localizar o suspeito e garantir a integridade física e psicológica da criança.
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Fonte: RD News




