
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) saiu em defesa do ex-chefe do Executivo, Mauro Mendes (União), após a abertura de investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre suspeitas de irregularidades no credenciamento do programa de crédito consignado Credcesta, operado pelo Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. A apuração, segundo reportagem do jornal O Globo, foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tramita sob sigilo no tribunal.
Pivetta disse confiar em Mendes e enfatizou que investigações fazem parte do processo legal. “Ninguém está livre de ser investigado. Todos nós. A lei está acima de todos nós. Nós estamos sujeitos a isso. Eu confio no Mauro Mendes”, declarou.
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O governador também pediu cautela diante das denúncias. “Nesse período, muitas coisas acontecem além da verdade. Então vamos aguardar os fatos, vamos aguardar a Justiça. A Justiça sempre prevalece”, afirmou.
Questionado se a investigação pode prejudicar a campanha de Mendes ao Senado, Pivetta descartou impacto. “Eu não acredito. Eu confio nele, eu sei que não tem culpa no cartório”, disse.
A investigação envolve o processo de credenciamento do Credcesta em Mato Grosso. Em 5 de maio de 2023, um decreto assinado por Mauro Mendes criou uma margem consignável exclusiva de 10% para cartões de benefícios destinados a servidores e pensionistas do Estado. Três dias depois, o Banco Master solicitou autorização para operar o programa.
Segundo a apuração, o procedimento avançou rapidamente e, em poucos dias, o governo estadual aprovou o credenciamento, permitindo a entrada do Credcesta no sistema de consignados.
Ainda conforme a reportagem, no período entre o pedido e a liberação, Mauro Mendes esteve em Nova York para um evento do Grupo LIDE. Na mesma ocasião, Daniel Vorcaro também estava na cidade e promoveu um jantar no restaurante Nusr-Et, que reuniu autoridades, incluindo o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
Mendes nega irregularidades. Ele afirma que nunca manteve conversas com representantes do Banco Master e sustenta que o credenciamento seguiu critérios técnicos e legais. O ex-governador também argumenta que outras instituições financeiras foram autorizadas a operar consignado no período e que o modelo já era adotado em outros estados.
Fonte:Estadão MT




