
ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), comentou hoje (25) as articulações de bastidores lideradas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), junto à cúpula nacional do Partido Liberal (PL). Tarcísio tenta costurar o apoio do Republicanos à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em troca do recuo do PL em estados estratégicos, o que incluiria a retirada da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) para unificar a direita em torno da reeleição de Pivetta ao Palácio Paiaguás.
Abordado pela imprensa durante agenda em Várzea Grande, onde vistoriou as obras do Parque Tecnológico, Pivetta afirmou que não foi informado formalmente sobre o movimento nacional de seu partido. “Sinceramente, não estou sabendo. Tem tanta conversa nesta fase do ano. Toda ajuda é bem-vinda, mas eu não estou sabendo, não tenho notícia de que o Tarcísio estaria interferindo“, declarou o governador.
Apesar de demonstrar distanciamento do xadrez político nacional, que envolve pressões semelhantes do Republicanos em Minas Gerais, Espírito Santo e Acre, o chefe do Executivo mato-grossense não escondeu o otimismo com o avanço de sua pré-campanha no interior.
Ele comemorou as recentes declarações de apoio de prefeitos do PL que tem recebido. Em menos de uma semana, os prefeitos Cláudio Ferreira (PL), de Rondonópolis, e Edilson Piaia (PL), de Campo Novo do Parecis, ignoraram a candidatura própria de Wellington Fagundes para declarar apoio a Pivetta.
“Eu fiquei muito feliz com a manifestação desses dois prefeitos. Eu acredito que vai vir mais apoio, e todo apoio é muito bem-vindo“.
Pivetta rechaçou a tese de que o apoio dos prefeitos do PL tenha sido condicionado a barganhas ou repasses de recursos estaduais, defendendo um modelo de gestão baseado na autonomia e no municipalismo técnico.
“Política é confiança, expectativa, esperança e fé. Eu falei para o Cláudio [Ferreira] há algum tempo atrás: ‘Cláudio, eu nunca vou pedir para você nada em troca’. Rondonópolis deu muito ao estado a vida toda e o estado tem que retribuir fazendo os investimentos necessários. Não tem negócio, isso não é um negócio“, garantiu.
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Fonte: Repórter MT




