Incêndio que destruiu depósito da Educação em Várzea Grande foi acidental, aponta perícia

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Laudo da Politec descarta ação criminosa e indica que falha elétrica em câmara fria pode ter provocado o fogo que causou prejuízo milionário ao município.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que o incêndio de grandes proporções que atingiu o Centro de Distribuição de Merenda Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, no último dia 17 de junho, não foi criminoso. O resultado da investigação, divulgado nesta sexta-feira (26), aponta que as chamas tiveram origem acidental.

De acordo com os peritos, os primeiros focos de incêndio surgiram na parte superior da fiação elétrica de uma câmara fria utilizada para armazenar alimentos congelados destinados à merenda escolar. A principal linha de investigação indica que uma falha elétrica, como sobrecarga, curto-circuito ou descarga contínua, deu início ao fogo.

Com a grande quantidade de materiais inflamáveis armazenados no galpão, as chamas se espalharam rapidamente e consumiram alimentos, móveis, equipamentos, materiais escolares e até veículos que estavam estacionados nas proximidades.

Durante a perícia, foram analisados vestígios encontrados no local, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. Apesar de a causa específica da falha elétrica ainda depender da conclusão do laudo definitivo, a hipótese de incêndio criminoso foi descartada.

Após o encerramento dos trabalhos técnicos, o imóvel foi liberado para a Polícia Civil, que dará continuidade aos procedimentos legais. O laudo completo deverá ser concluído em até 30 dias, trazendo detalhes sobre a dinâmica do incêndio e os exames laboratoriais realizados.

O incêndio provocou prejuízos milionários e levou a Prefeitura de Várzea Grande a decretar calamidade administrativa, diante da perda do estoque de merenda escolar e de materiais essenciais para o funcionamento das unidades de ensino.

O galpão onde ocorreu o incêndio pertence à iniciativa privada e é alugado pelo município. O contrato de locação prevê pagamento mensal superior a R$ 67 mil, com valor total estimado em mais de R$ 4 milhões durante toda a vigência.

Fonte: Lapada Lapada