Caseiro que matou advogado em Cuiabá vai a júri popular no dia 15 | RepórterMT

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VINÍCIUS ANTÔNIO

DO REPÓRTERMT

O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, que confessou ter matado o advogado Renato Nery, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 15 de julho. A decisão é do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, que encerrou a fase de preparação do processo e marcou a sessão para as 9h, no Plenário do Tribunal do Júri da Capital.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) convocou cinco testemunhas para serem ouvidas em plenário e solicitou a disponibilização dos objetos apreendidos relacionados ao crime, a entrega de cópia digital dos autos aos jurados e a exibição dos depoimentos gravados durante o julgamento.

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A Defensoria Pública do Estado (DPMT) concordou com a oitiva das testemunhas e pediu equipamentos para reprodução das mídias do processo, além da gravação integral dos debates em plenário.

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O magistrado autorizou a oitiva das testemunhas, o uso dos recursos audiovisuais disponíveis no plenário e determinou que os objetos apreendidos permaneçam à disposição durante o julgamento, com exceção de eventual arma de fogo, conforme norma da Corregedoria-Geral da Justiça. Também determinou que as partes apresentem os antecedentes criminais do acusado dentro do prazo legal.

Já o pedido de gravação oficial dos debates foi negado. Segundo o juiz, não há previsão legal para o procedimento e o Judiciário não dispõe de estrutura para armazenar gravações de longa duração. A defesa, porém, poderá gravar a sessão com meios próprios, desde que preserve o sigilo dos jurados.

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O crime

Segundo a Polícia Civil, Alex Roberto de Queiroz Silva foi contratado para matar o advogado Renato Nery, de 72 anos, mediante promessa de pagamento de R$ 215 mil. O crime ocorreu na manhã de 5 de julho de 2024, em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

Renato foi atingido por sete disparos, chegou a ser socorrido, mas morreu na madrugada do dia seguinte. Conforme as investigações, o homicídio foi encomendado em razão de uma disputa judicial envolvendo uma área de mais de 12 mil hectares no município de Novo São Joaquim.



Fonte: Repórter MT