A megaoperação de desintrusão na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, completou três meses com um duro golpe contra o garimpo ilegal. As forças federais já causaram um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões aos criminosos, além de destruir uma sofisticada estrutura utilizada para a extração clandestina de ouro.
Durante a operação, as equipes localizaram e destruíram 35 bunkers usados para esconder máquinas e equipamentos, além de identificarem 33 túneis subterrâneos, construídos para dificultar a ação dos órgãos de fiscalização e manter a exploração ilegal em funcionamento.
A Polícia Federal, por meio de uma equipe especializada em explosivos, é responsável pela demolição das galerias subterrâneas. Segundo o delegado Rodrigo Vitorino, cada detonação segue um rigoroso protocolo de segurança, com inspeções e perfurações no solo para garantir o colapso definitivo das estruturas e impedir que elas voltem a ser utilizadas.
De acordo com o coordenador-geral da operação, Nilton Tubino, a estratégia atual une o monitoramento de novas áreas invadidas ao desmantelamento completo da infraestrutura criminosa já identificada.
A força-tarefa reúne equipes da Polícia Federal, Força Nacional, Ibama, Polícia Rodoviária Federal e Funai. Até o momento, foram apreendidos ou inutilizados 3,8 toneladas de explosivos, 199 acampamentos, 829 motores e 34 escavadeiras hidráulicas, equipamentos usados na exploração ilegal de ouro.
Terra Indígena Sararé
Homologada em 1985, a Terra Indígena Sararé possui cerca de 67 mil hectares e é habitada por aproximadamente 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. Estimativas apontam que 4.200 hectares do território já foram degradados pelo garimpo ilegal, atividade que tem provocado graves impactos ambientais e conflitos na região.




