Mulheres atendidas pela Patrulha Maria da Penha não são vítimas de feminicídio, diz secretária – vídeo | Rdnews

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coronel Susane Tamanho, Sesp

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, afirmou que mulheres que são atendidas pela Patrulha Maria da Penha em Mato Grosso não são vítimas de feminicídio. A fala ocorreu na manhã desta terça-feira (30), durante entrega de 47 novas viaturas para reforçar o programa em todo o estado.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

 A secretária coronel Susane Tamanho

Segundo a secretária, dados oficiais obtidos pelo Governo mostram a eficiência do programa. “É extremamente importante quando a gente fala do atendimento às mulheres que sofrem de violência doméstica. Nós estaremos expandindo [o programa] para todos os municípios do Estado de Mato Grosso”.

Além da entrega desta terça, o Governo espera entregar mais 40 veículos ao longo do ano. “É de vital importância que tenham esses veículos para fazer esse atendimento de forma especializada, buscando dessa maneira o combate ao feminicídio. As mulheres que são assistidas pela Patrulha Maria da Penha acabam não sofrendo feminicídio. Isso é comprovado através dos dados que a gente tem oficialmente”, destaca.

“A gente teve dois casos em que mulheres que estavam assistidas pela patrulha vieram a óbito. Uma voltou com ex-companheiro e outra foi uma fatalidade. Então a gente sabe da efetividade do programa”, salienta.

Essa é apenas uma das ações que o Governo faz para combater as mortes de mulheres, conforme Tamanho. No ano passado, foram 54 feminicídios e o Estado quer diminuir até zerar o número. “A gente tem algo que nenhum Estado faz, que é as visitas aos agressores de violência doméstica”, explica.

“Hoje vamos apresentar a ferramenta Penha, que é um cadastro de 35 mil agressores. Esses agressores ainda não têm medida restritiva, então nós passaremos a fazer visita a eles com equipes da Força Tática e Rotam e os grupos de apoio. Esses agressores serão visitados com orientação e explicar o que eles estão se envolvendo e quais serão as medidas que nós tomaremos enquanto Estado para que realmente ele não escale nessa violência doméstica” detalha.

De acordo com a secretária, a visita vai funcionar como um “score” do agressor, onde ele será classificado pelos policiais. A partir dessa visita, a Polícia Civil pode tomar outras medidas contra o agressor para que se evite um feminicídio.

Monitoramento de agressores

Em entrevista recente ao , a coronel afirmou que o acompanhamento dos agressores deve ser contínuo, já que vários deles têm um perfil de agressividade.

Para a secretária, reduzir os índices de violência contra a mulher exige uma atuação que vá além da repressão aos agressores. Segundo ela, o Estado dispõe de programas voltados à independência financeira e ao acesso à moradia, mas é fundamental que as vítimas reconheçam a situação de violência, denunciem e busquem apoio da família e da rede de proteção. “O mais importante é a mulher se conscientizar disso, para romper esse ciclo de violência”, destaca.

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Fonte: RD News