
O senador Jayme Campos (União Brasil), pré-candidato ao Governo, negou em entrevista ao Estadão Mato Grosso nesta quinta-feira (2), que tenha recebido qualquer pedido do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), pré-candidato ao Senado, para ser vice na chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Questionado sobre a possibilidade, Jayme foi direto: “Não teve essa conversa. Mentira”, afirmou.
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Segundo o senador, a reunião com Mauro ocorreu após um convite feito pelo próprio ex-governador. Jayme explicou que foi procurado na sexta-feira (26) e que o encontro ocorreu na segunda-feira (29), no escritório particular de Mauro, para tratar da convenção do União Brasil e de outros assuntos ligados ao processo político-eleitoral deste ano.
Durante a conversa, Jayme disse ter cobrado mudanças no edital da convenção, marcada para 4 de agosto. Segundo ele, o documento previa início às 17h e encerramento às 18h, prazo que classificou como “draconiano”. Ainda conforme o senador, Mauro teria ligado para Aécio Rodrigues, assessor e dirigente ligado ao partido, pedindo a suspensão do edital para publicação de um novo documento.
Jayme também afirmou que deixou Mauro à vontade para apoiar quem quiser na disputa ao Governo, mas defendeu o direito de ter sua pré-candidatura avaliada na convenção partidária.
“Você fica muito à vontade, pode apoiar quem você bem entender. Agora, eu tenho o direito de ter minha pré-candidatura lançada pelo partido. Só serei candidato se eu ganhar a convenção. Acho que proposta mais democrática e republicana do que essa não existe”, declarou.
Apesar de negar qualquer conversa sobre ser vice de Pivetta, Jayme confirmou que Mauro sugeriu a possibilidade de ele disputar uma vaga ao Senado. O senador, no entanto, disse ter recusado a ideia.
“Ele me disse: por que você não vem a ser senador da República? A vaga sua está lá. Eu falei: já passou”, relatou.
Jayme afirmou ainda que não tem interesse em disputar o Senado e que sua decisão é seguir com o projeto ao Governo.
“Eu disse que só disputaria se fosse eleição para governador. Caso contrário, eleição de senador não me interessaria. Fiquei muito grato pelo convite dele, mas minha posição é essa e não poderia retroagir”, completou.
Fonte:Estadão MT




