
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que nunca prometeu concluir as obras do BRT durante sua gestão e atribuiu o atraso na execução do projeto aos impasses judiciais provocados pelo ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD). Mauro disse nesta quinta-feira, 2 de julho, que o compromisso assumido foi resolver o impasse envolvendo a substituição do VLT pelo BRT, o que, segundo avalia, foi cumprido.
Mauro declarou que a obra está em andamento e citou como exemplo o trecho da Avenida do CPA, onde parte da infraestrutura já foi concluída.
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“Existem centenas de obras que eu não prometi e que fizemos. Primeiro, eu não prometi terminar o BRT. Eu falei que ia resolver o problema do VLT/BRT. E está resolvido, a obra está em andamento. Olha a Avenida do CPA como está ficando bonita na parte que já está pronta”, afirmou.
O ex-governador responsabilizou Emanuel Pinheiro por um atraso de aproximadamente um ano e meio nas obras. Segundo Mauro, o então prefeito travou uma disputa judicial contra o projeto, dificultando o avanço dos trabalhos.
“Infelizmente, nós perdemos um ano e meio. As pessoas não podem esquecer que o prefeito Emanuel Pinheiro fez uma verdadeira batalha judicial. Entrava na Justiça, no Tribunal, não deixava a empresa de topografia entrar na rua, não dava licença para o trânsito. Ele atrasou a obra em um ano e meio.”
Além das ações judiciais, Mauro afirmou que outros fatores contribuíram para o atraso, entre eles a quebra da empresa responsável pela consultoria do empreendimento, o que obrigou o Estado a realizar uma nova licitação.
“Se não tivesse atrasado, provavelmente… não foi só isso. Tivemos outro problema, a construtora que ganhou a licitação quebrou no meio do caminho. Tivemos que parar tudo e licitar novamente. São características da administração pública. Mas eu não deixei uma obra parada, deixei uma obra em andamento.”
Ao rebater as críticas sobre o prazo do BRT, Mauro citou outras obras executadas durante sua gestão, como o Hospital Central e a duplicação da BR-163, para sustentar que entregou grandes projetos sem necessariamente assumir compromissos públicos de conclusão.
O ex-governador também afirmou que a escassez de mão de obra e os imprevistos encontrados durante a execução de grandes obras de infraestrutura contribuíram para ampliar o cronograma.
“No Mato Grosso (SIC) falta mão de obra. As empreiteiras têm muita dificuldade. Em uma obra como o BRT, você escava e encontra uma tubulação ou uma rede que não existia no projeto. A obra para, precisa refazer o projeto. Isso acontece.”
Fonte:Estadão MT




