
Vídeos de câmeras de segurança mostram o momento em que Ícaro Vitor Pinheiro Silva Trindade, de 20 anos, e um adolescente de 17 anos abordam e atiram contra o entregador por aplicativo Toni Marcos para roubar a moto da vítima. O crime aconteceu na tarde dessa quinta-feira (02), no bairro Bela Vista, em Cuiabá. Ícaro foi preso em flagrante e o menor foi apreendido.
Nas imagens é possível ver a dupla correndo na rua logo após roubarem um açougue da região. Eles estavam fugindo levando cerca de R$ 500 em dinheiro e algumas joias. Eles pretendiam fugir utilizando a motocicleta em que chegaram ao local. No entanto, populares retiraram a chave do veículo ao perceberem o assalto, impedindo a fuga.
Os dois então abordaram Toni, que teria reagido ao crime. Outro ângulo mostra o momento em que um deles atira na vítima. Eles ainda tentam subir na Honda Biz da vítima, não conseguem, e saem correndo. Assista:
Conforme o delegado Marcos Sampaio, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), Toni acabou baleado no tórax. O disparo, segundo o delegado, foi efetuado por Ícaro , que portava a pistola desde o assalto ao açougue.
Depois do crime, ainda conforme a investigação, Ícaro entregou a arma ao adolescente, que a utilizou para render outra vítima e roubar uma segunda motocicleta durante a fuga. O menor foi preso ainda com a pistola em mãos.
Mesmo após o latrocínio, os suspeitos continuaram fugindo a pé até abordarem outra pessoa, de quem roubaram uma motocicleta. Eles acabaram localizados e presos por equipes da DERFVA, com apoio de outras forças de segurança, no bairro Jardim Itália.
Suspeito pede perdão
Em conversa com a imprensa na saída da DERFVA nesta sexta (03), Ícaro pediu perdão à família do trabalhador e à sua própria, alegando estar “arrependido” de ter tirado a vida da vítima com um tiro no peito durante um assalto.
“Arrependido, só isso que eu tenho a dizer a eles. Eu peço perdão à minha família, minha mãe, e à família do Toni. Não foi a minha intenção fazer isso. Estou arrependido”, declarou o suspeito.
Na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), antes de ser acomodado no camburão da Polícia Civil, Ícaro negou ser integrante de facção criminosa ou ter dívidas com uma e alegou “ser trabalhador”. Questionado, afirmou que, se voltasse no tempo, não teria cometido o crime.
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Fonte: RD News




