Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso adia julgamento, retira sigilo e libera presença de público no júri | Cliquef5

🕒

PUBLICIDADE

A Justiça de Mato Grosso acolheu o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e determinou o levantamento integral do sigilo da ação penal contra o empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra. A nova decisão autoriza a presença do público durante o julgamento pelo Tribunal do Júri, revertendo um cenário de isolamento processual que vinha se desenhando nos meses anteriores. Inicialmente marcado para esta terça-feira (7), o júri foi adiado e redesignado para o dia 21 de julho de 2026, às 9h.

O vaivém jurídico nos últimos três meses

✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp

Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 

 

 

A abertura do plenário ao público representa uma virada recente na condução do caso. No início de julho de 2026, o Judiciário havia determinado que a sessão ocorreria sob forte restrição de acesso, barrando inclusive a presença da imprensa devido ao segredo de Justiça que blindava o processo. A medida gerou reação imediata do Ministério Público que, após dialogar com os familiares das vítimas, recorreu formalmente na semana anterior ao julgamento para garantir a publicidade dos atos e o acompanhamento social do caso.

Ao analisar o recurso, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, entendeu que não há risco concreto à intimidade das vítimas ou de terceiros que justifique manter as portas fechadas. A magistrada reforçou que a publicidade processual é a regra constitucional. Apesar da liberação do público, permanecem restrições logísticas: a captação de imagens em plenário será exclusiva da assessoria do Tribunal de Justiça (TJ-MT), sendo proibida a entrada de equipes de TV externas e qualquer divulgação que identifique os jurados ou o réu.

Relembre o crime

Carlos Alberto, conhecido como Carlinhos, é filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra e réu confesso pelo feminicídio da ex-companheira, Thays Machado, de 44 anos, e pelo homicídio do namorado dela, Willian César Moreno, de 30 anos. O crime aconteceu em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá.

As investigações da Polícia Civil apontaram que o empresário agiu por ciúmes e monitorava obsessivamente a rotina de Thays, utilizando rastreadores GPS e mantendo relatórios impressos de sua geolocalização. Na data do crime, o casal havia ido ao Edifício Solar Monet entregar um veículo na garagem da mãe de Thays. Enquanto aguardavam um carro de aplicativo na calçada, foram surpreendidos pelo réu, que efetuou os disparos de dentro de um Renault Kwid.

Thays foi atingida por três tiros e Willian por dois; ambos morreram no local. O empresário, que está preso, foi pronunciado por duplo homicídio qualificado — incluindo as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, emboscada e feminicídio. Após recursos da defesa terem sido negados em instâncias superiores nos últimos anos, o desfecho do caso será decidido pelos jurados no próximo dia 21.



Fonte: Click F5