Ex-PM foi a comércio para matar empresário quando foi executado com tiro de fuzil no rosto | RepórterMT

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KARINE ARRUDA

DO REPÓRTERMT

Antes de ser morto com um tiro de fuzil na cabeça por um policial militar, na manhã desta quarta-feira (8), o ex-PM Ednilton Rafael Santos Costa, expulso da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) por extorsão e suspeito de manter ligação com uma facção criminosa, foi até um comércio localizado na Avenida Foz do Iguaçu, no bairro Jardim Terra Rica, em Sinop (a 481 km de Cuiabá), com a intenção de matar o proprietário do estabelecimento. A informação foi confirmada pelo 11º Batalhão da PM no município.

Em nota encaminhada à imprensa, a corporação informou que Ednilton teria se deslocado até o local para assassinar o empresário. Conforme relatos, o proprietário vinha sendo ameaçado pelo ex-PM e, por isso, acionou um amigo, policial militar, para comparecer ao estabelecimento.

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Na manhã desta quarta-feira (8), durante a tentativa de homicídio, Ednilton teria apontado uma arma de fogo e ameaçado as pessoas que estavam no comércio. Nesse momento, o policial militar da ativa reagiu e efetuou disparos contra ele. O ex-PM foi atingido na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias do caso. Já a Polícia Militar abrirá uma sindicância para apurar a conduta do militar da ativa envolvido na ocorrência.

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Expulsão da PMMT

Ednilton Rafael Santos Costa acumulava um histórico de processos administrativos e criminais. O ex-soldado havia sido expulso da Polícia Militar de Mato Grosso por praticar extorsão e era suspeito de manter ligação com uma facção criminosa. Conforme apurado pelo , a exclusão ocorreu em 28 de novembro de 2024.

A medida foi assinada pelo então comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Corrêa Mendes, e publicada no Diário Oficial do Estado no dia seguinte. A decisão aponta que Ednilton infringiu diversos valores éticos e morais, além de deveres e obrigações previstos no Regulamento Disciplinar da PMMT e no Estatuto dos Militares do Estado.

No boletim de ocorrência registrado sobre o caso, a Polícia Militar também informou que havia suspeitas de envolvimento de Ednilton com uma facção criminosa atuante em Mato Grosso.



Fonte: Repórter MT