Líder do PCC foragido desde 2020, Nego Pio é preso em SP

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Fornecedor de armas para milícia do RJ é preso em casa de luxo em Cabo Frio

Um homem apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi preso na manhã desta terça-feira (8) em um sítio na zona rural de Araçariguama, no interior de São Paulo.

A identidade do rapaz foi confirmada à CNN Brasil como Ricardo de Jesus Araújo, conhecido como “Nego Pio”. Ele estava foragido desde 2020, após ser condenado a 18 anos de prisão por homicídio qualificado.

Além dele, os policiais também prenderam um homem que fazia sua segurança e o caseiro da propriedade. A ação foi conduzida pelo Deic (Departamento Estadual de Investigação Criminais).

De acordo com a investigação, Ricardo tinha como base de atuação a Favela do Sapé, no bairro do Butantã, zona oeste da capital paulista, e é apontado como um dos principais articuladores da compra e distribuição de armas provenientes do Paraguai para a facção criminosa.

Ainda segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava uma estrutura de imóveis para armazenar armamentos e mantinha uma empresa de intermediações que, conforme a apuração, seria utilizada para operacionalizar o esquema criminoso.

Veja imagens do sítio

De acordo com a corporação, os policiais cercaram o sítio e prenderam os suspeitos sem resistência. Na abordagem, o líder da facção e o segurança estavam armados com pistolas calibres .380 e 9 mm, ambas com a numeração raspada.

Durante a operação, também foram apreendidas duas motocicletas. Segundo a polícia, uma delas possuía registro de furto e a outra apresentava sinais de adulteração. O caseiro assumiu a posse dos veículos e também foi detido.

As investigações continuam para apurar o envolvimento de Ricardo com os crimes de organização criminosa, tráfico internacional de armas, comércio ilegal de armamentos, falsidade ideológica e uso de documento falso.

A operação foi realizada por agentes da 3ª Delegacia da Disccpat (Investigações sobre Crimes Cometidos Contra Órgãos e Serviços Públicos), após trabalho de inteligência que identificou o paradeiro do suspeito.

A reportagem não localizou a defesa de Ricardo. O espaço segue aberto.

Fonte: Cnn Brasil