A estudante Larissa Karolina Silva Moreira, de 29 anos, investigada pela morte cruel de felinos em Cuiabá (MT), foi presa novamente pela Polícia Civil. A nova prisão ocorreu após a suspeita descumprir as medidas cautelares impostas pela Justiça e violar a tornozeleira eletrônica em duas ocasiões distintas.
Larissa havia conquistado o direito de responder ao processo em liberdade condicional, sob monitoramento eletrônico. No entanto, diante da reincidência no rompimento do equipamento de segurança, a Justiça determinou o restabelecimento de sua prisão preventiva.
✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp
Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp
O Padrão Cruel de Adoções
O caso ganhou repercussão nacional após denúncias feitas por organizações não governamentais (ONGs) de proteção animal. Voluntários da ONG Tampatinhas identificaram um padrão alarmante de adoções realizadas por Larissa e seu namorado, William Angonese: o casal demonstrava preferência por adotar gatas jovens, com idade entre quatro e cinco meses.
Pelo menos nove protetores independentes registraram denúncias contra a estudante. Após o início das investigações e a exposição do esquema, voluntários relataram ter recebido mensagens em tom de ameaça enviadas pela suspeita, contendo frases como “vocês vão me pagar bem caro”.
Investigações
O casal foi indiciado pela Polícia Civil por maus-tratos qualificados a animais domésticos. A linha de investigação aponta que, logo após serem adotados, os animais eram submetidos a torturas e executados com o uso de objetos contundentes. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelos investigadores registraram o momento em que a estudante saía de sua residência carregando uma sacola que continha o corpo de um dos felinos mortos.
A perícia técnica confirmou o óbito de três animais encaminhados para análise. Além disso, buscas realizadas no imóvel da investigada resultaram na apreensão de amostras de sangue espalhadas pelo local. Nos últimos meses, os exames laboratoriais avançaram para confrontar o DNA do sangue encontrado na residência com o dos animais recolhidos.
A Delegacia Especializada do Meio Ambiente segue apurando o caso e mantém novas frentes de investigação abertas para apurar o possível envolvimento dos suspeitos na prática de zoofilia. Até o momento, a defesa da acusada não se pronunciou publicamente sobre o mandado de prisão cumprido nesta semana
Fonte: Click F5




