
A prevenção aos impactos do fenômeno El Niño começou a ser construída de forma conjunta em Mato Grosso. Lideradas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), instituições públicas e entidades do setor produtivo se reuniram para discutir a elaboração de um plano integrado voltado à redução dos efeitos das mudanças climáticas previstas para este ano.
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Durante reunião realizada nesta quarta-feira (8), a Defesa Civil de Mato Grosso apresentou os principais cenários de preocupação para os próximos meses. Entre eles estão o aumento do risco de incêndios florestais, os impactos na produção agrícola, as consequências das ondas de calor para a saúde da população e a possibilidade de uma crise hídrica.
A proposta é unir esforços para levar ações preventivas aos 142 municípios mato-grossenses antes do agravamento dos efeitos climáticos. Diante da extensão territorial do estado, com mais de 903 mil quilômetros quadrados, a avaliação é de que a atuação antecipada é a estratégia mais eficaz para reduzir danos.
O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou que o encontro representa um compromisso coletivo em favor da população de Mato Grosso. Segundo ele, o estado já é referência nacional no combate aos incêndios florestais, mas ainda pode avançar nas ações preventivas, especialmente por meio da educação ambiental e da disseminação de informações.
“Fico muito satisfeito por poder externar esse comprometimento com o meio ambiente e também com a qualidade de vida da população. Sabemos que essa alteração climática tende a atingir com mais intensidade duas faixas etárias, as crianças e os idosos. Acredito que é também dever do Judiciário contribuir para a qualidade de vida do cidadão e da sociedade”, afirmou.
O secretário-adjunto de Estado de Proteção e Defesa Civil, coronel Marcelo Reveles, ressaltou que a atuação integrada ajudará a fortalecer a estrutura dos municípios, principalmente daqueles que ainda não possuem coordenadorias municipais de Defesa Civil. Segundo ele, os efeitos do El Niño vêm sendo monitorados desde o início do ano.
“Já tivemos maiores precipitações pluviométricas, mais chuva, e temos uma incidência um pouco maior de frio neste momento. Isso nos leva a concluir que a próxima fase, que é a fase de seca, também virá com mais severidade. Por isso, temos essa preocupação em fazer o diagnóstico e realizar as ações necessárias para mitigação e para que a população seja melhor atendida”, explicou.
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, também destacou a importância da iniciativa do Judiciário em reunir diferentes instituições para buscar soluções conjuntas.
“Temos que trabalhar conjuntamente para educar, divulgar e levar informação. Tenho certeza de que esse encontro trará grandes benefícios para a sociedade”, afirmou.
Para o diretor-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargador Márcio Vidal, o encontro reforça a atuação preventiva do TJMT diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
“O que deve prevalecer sempre de uma forma civilizada é o diálogo. O que está sendo demonstrado a todos é que o Poder Judiciário tem essa intenção. E somente a partir do diálogo e do despertar dessa consciência coletiva que nós teremos um exercício legítimo da cidadania”, pontuou.
Também participaram da reunião o coordenador do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, coordenador-geral do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) e ouvidor-geral do Poder Judiciário, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, além do juiz auxiliar da Presidência e secretário-geral do TJMT, Agamenon Alcântara Moreno Júnior.
O encontro reuniu ainda representantes do Governo de Mato Grosso, Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Aprosoja, Famato, Defensoria Pública e Ministério Público.
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Fonte: RD News




