Até Pivetta sabe: o projeto de Antero de defesa das mulheres é urgente – PNB Online

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Como pré-candidato a deputado federal, Antero Paes de Barros tem a obrigação moral e política de enfrentar o governador Otaviano Pivetta em sua tentativa de censura. Democraticamente, Antero deve debater o seu projeto de defesa das mulheres e o bolso dos servidores até o dia da votação. Fala, Antero! As mulheres e os servidores de Mato Grosso querem ouvir a sua voz. Fale sobre esta proposta de defesa da vida e da renda dos trabalhadores. Pivetta, ponha a mão na consciência: política não é lugar de agressor de mulheres e não é lugar de governante caloteiro.

O jornalista Antero Paes de Barros (PV) é pré-candidato a deputado federal. Ele tem como proposta um projeto de lei de defesa da vida das mulheres e do bolso dos servidores públicos. O projeto é de legítimo interesse público: Antero quer 1) tornar inelegível qualquer político agressor de mulheres, bastando o Boletim de Ocorrência e o respectivo exame de corpo de delito atestando marcas, hematomas ou evidências físicas de agressão, e 2) tornar inelegível qualquer governante que não pague a RGA dos servidores públicos.

O que fez o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para tentar calar a Antero no seu diálogo com as eleitoras e eleitores de Mato Grosso? Tentou usar a Justiça Eleitoral para censurar o debate sobre a violência doméstica em Mato Grosso. Pivetta acionou a Justiça Eleitoral em uma tentativa de retirá-lo do ar e proibi-lo de debater uma de suas principais propostas legislativas de defesa das mulheres e dos servidores públicos. O pedido de liminar, contudo, foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

A tentativa desesperada de calar um pré-candidato a deputado federal em pleno processo democrático é uma demonstração clara de quem acredita que o poder econômico e o poder político podem ditar as regras do que a sociedade pode debater nestas eleições. É uma confissão, por vias tortas, do medo do passado dos acontecimentos pessoais. Pivetta, com seu gesto desesperado, movido por sua banca arrogante de advogados, mostra que Antero está certo e tem lógica eleitoral: se um político poderoso tenta calar um adversário na eleição é porque o tema incomoda a ele, mas, em contrapartida, é de legítimo interesse público. Fala, Antero!

O MEDO DE PIVETTA

A ação movida por Pivetta tentava derrubar um vídeo no qual Antero defendia a criação de um  projeto de lei para tornar inelegíveis candidatos que cometem  crimes de  violência contra a mulher. De acordo com o jornalista, a investida jurídica o surpreendeu negativamente. Ele ressaltou que, no conteúdo original, sequer havia citado nominalmente Otaviano Pivetta, questionando se “a carapuça serviu” ou se o político estaria tentando restabelecer a censura.

Em sua manifestação, Antero Paes de Barros detalhou o funcionamento do projeto que pretende apresentar em Brasília, o qual definiu como sua grande prioridade. A proposta estabelece que qualquer cidadão que agredir uma mulher ficará inelegível pelo período de oito anos. Para que a inelegibilidade seja aplicada, seriam necessários apenas dois elementos comprobatórios de forma imediata: o Boletim de Ocorrência e o respectivo exame de corpo de delito atestando marcas, hematomas ou evidências físicas de agressão.

O jornalista argumentou que o feminicídio não se inicia quando um gatilho é puxado, mas sim na primeira manifestação de violência doméstica. Portanto, esperava um posicionamento de apoio, e não uma tentativa de silenciamento vinda do poder público.

“Eu esperava que o Otaviano Pivetta fosse me parabenizar pelo projeto. Mas não. Ele foi à Justiça para impedir que eu possa falar sobre esse projeto. Eu não citei o nome de Otaviano Pivetta. E aí, algumas perguntas: o que aconteceu? A carapuça serviu? Ou o Otaviano Pivetta está fazendo essa manifestação para reintroduzir a censura? Ou é a favor, que pode ser candidato quem bate em mulher?”, questionou Antero. Assista o comentário de Antero sobre esta ação desesperada de Pivetta. Fala, Antero!

*Pedro Pinto de Oliveira é jornalista e professor da UFMT. Mestre em Ciências da Comunicação pela USP e Doutor em Comunicação pela UFMG

 



Fonte: Pnb Online