
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oficializou a mudança de nome do curso de Bacharelado em Estatística, que passa a se chamar Bacharelado em Estatística e Ciência de Dados. A alteração já foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e já está em vigor para os formandos a partir deste semestre (2026/1). Assim, os futuros diplomados sairão da instituição com a titulação de Bacharel em Estatística e Ciência de dados.
Segundo a chefe do Departamento de Estatística, professora doutora Eveliny Barroso da Silva, a mudança reflete a necessidade de alinhar a nomenclatura do curso às demandas contemporâneas. “A produção, o tratamento, a modelagem e a comunicação de dados tornaram-se centrais em diversos setores da sociedade. O novo nome explicita competências já presentes na formação do bacharel em Estatística, sem descaracterizar sua base teórica e metodológica”, explica.
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Além da atualização do nome, uma comissão está finalizando a reformulação da matriz curricular. O professor doutor Ulisses Carlos Silva Ferreira, membro da comissão, adianta que o novo currículo trará disciplinas mais aplicadas e com forte enfoque computacional, como programação, SQL, visualização de dados e aprendizado de máquina. “O curso continuará com quatro anos de duração e turno de funcionamento noturno. Estamos substituindo algumas disciplinas para incluir conteúdos que refletem o que há de mais atual na área”, afirma.
Tendência nacional
A UFMT segue um movimento observado em diversas universidades brasileiras, que vêm incorporando a Ciência de Dados em cursos de Estatística. A Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) já oferecem graduações semelhantes, reforçando a relevância da área no cenário acadêmico e profissional.
A atualização da nomenclatura também busca tornar o curso mais atrativo. Em um contexto de queda na procura por graduações tradicionais em ciências exatas, a inclusão da Ciência de Dados aproxima a formação das terminologias reconhecidas por estudantes, empresas e órgãos públicos.
No caso de Mato Grosso, a mudança responde diretamente às demandas regionais de setores como agronegócio, logística, meio ambiente, saúde pública, biotecnologia e gestão pública, todos cada vez mais dependentes da análise de dados para inovação e tomada de decisão.
Formação para o futuro
Com a reformulação, o curso de Estatística e Ciência de Dados Bacharelado do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da UFMT pretende formar profissionais capazes de atuar em ambientes multidisciplinares, dominando tanto fundamentos estatísticos quanto ferramentas modernas de análise de dados.
Conforme Eveliny, a iniciativa representa um avanço institucional alinhado ao desenvolvimento científico e tecnológico, contribuindo para a inovação, inclusão social e redução da evasão acadêmica, ao tornar mais clara e atrativa a identidade do curso perante a sociedade.
Fonte:Estadão MT




