Lula vende discurso, mas população de rua dobra em três anos e meio de governo | RepórterMT

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DO REPÓRTERMT

Lula nunca economizou bravatas sobre sua suposta prioridade aos mais pobres. Prometeu picanha, dignidade e chegou a afirmar que a “única razão” de ter voltado à Presidência era cuidar do povo pobre⁠. Três anos e meio depois, os números do próprio Governo Federal rasgam a propaganda do petista.

Em dezembro de 2022, o CadÚnico registrava 198,7 mil pessoas em situação de rua. Em junho de 2026, já eram 392,4 mil. São 193,6 mil registros a mais e uma explosão de 97,4% durante o terceiro mandato de Lula. A média é de aproximadamente 4,6 mil pessoas acrescentadas à base todos os meses, segundo levantamento feito a partir do cadastro federal⁠.

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A desculpa oficial é que o cadastro ficou mais eficiente e passou a localizar pessoas que antes não apareciam nas estatísticas. Ainda que isso explique uma parte da alta, nenhum governo pode comemorar a capacidade de contar a miséria enquanto fracassa em retirar cidadãos das ruas. Quase 200 mil novos registros não são um detalhe técnico que possa ser escondido debaixo do tapete.

Em dezembro de 2023, Lula lançou o Plano Nacional Ruas Visíveis, com previsão inicial de R$ 982 milhões. Na época, havia 262,5 mil pessoas cadastradas nessa condição. Desde então, o número aumentou em outras 130 mil. O resultado expõe um governo eficiente para anunciar programas, distribuir benefícios e ampliar cadastros, mas incapaz de criar portas reais de saída por meio de trabalho, moradia, tratamento e recuperação dos vínculos familiares.

O lulismo transformou o pobre em personagem permanente de palanque. Quando algum indicador melhora, Lula corre para assumir o mérito; quando piora, surgem desculpas, heranças e explicações estatísticas. O presidente diz que colocou o pobre no orçamento, mas o Brasil vê cada vez mais pobres nas calçadas. Discurso não dá teto, bravata não devolve dignidade e propaganda não esconde uma política que administra a pobreza em vez de vencê-la.



Fonte: Repórter MT