
Dois homens, de 30 e 44 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Militar na madrugada de sábado (11), em Confresa (MT), sob a acusação de extorquir comerciantes locais. A dupla utilizava o nome de uma facção criminosa para exigir o pagamento de taxas ilegais, ameaçando fechar ou destruir os estabelecimentos que recusassem o acordo.
A prisão ocorreu após a proprietária de um comércio abordar uma viatura em patrulhamento na Avenida Industrial. Segundo a vítima, os suspeitos chegaram em um Fiat Palio branco e um deles afirmou ser integrante do Comando Vermelho e recém-saído do sistema prisional. Eles exigiram uma “mensalidade” para permitir o funcionamento do local, sugerindo represálias violentas caso não fossem pagos.
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O veículo foi localizado e interceptado na Avenida Santo Afonso. Além do crime de extorsão, os militares constataram que o motorista apresentava visíveis sinais de embriaguez. O teste do bafômetro apontou 0,71 mg/l de álcool por litro de ar expelido, índice que configura crime de trânsito.
Durante o registro da ocorrência na delegacia, o proprietário de uma academia compareceu ao local para denunciar a mesma dupla. Ele relatou que, na noite anterior (10), os homens tentaram forçá-lo a assinar um “contrato de pagamento” sob a alegação de que a facção passaria a controlar o centro de Confresa. Caso a “caixinha” não fosse paga, os criminosos ameaçaram incendiar a academia e agredir fisicamente os funcionários. Ambos os suspeitos foram reconhecidos pelas vítimas e permanecem à disposição da Polícia Civil, que conduzirá as investigações.
O cerco às extorsões em Mato Grosso
A tática de coagir pequenos empresários e impor “taxas de tranquilidade” tem sido o principal alvo das forças de segurança do estado nos últimos meses. A dinâmica registrada em Confresa reflete o avanço do programa estadual Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas.
Recentemente, a Polícia Civil deflagrou operações semelhantes em outras regiões de Mato Grosso para desarticular esse mesmo modelo de negócio ilícito. Em janeiro de 2026, a Operação Silentium Vocis desmantelou uma célula que cobrava valores de R$ 100 a R$ 500 de comerciantes sob a promessa de “proteção”. Além disso, investigações em andamento apontam que lideranças presas coordenam esses esquemas de dentro dos presídios por meio de perfis falsos em aplicativos de mensagem, replicando a estratégia de intimidação por contratos de cobrança e ameaças de incêndio a lojas.
Fonte: Click F5




