
Um dia após deixar a audiência pública sobre as obras do BRT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o secretário de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, afirmou que ficou “magoado” com os questionamentos feitos durante a reunião e voltou a citar o histórico do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Sem mencionar diretamente o nome do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), responsável por convocar a audiência, o secretário disse que algumas pessoas precisam lembrar quem apoiou e participou do período em que o projeto do VLT foi implantado.
A audiência foi convocada por Lúdio para que a Sinfra prestasse esclarecimentos sobre os contratos, o cronograma e o andamento das obras do BRT. Durante a reunião, o parlamentar cobrou explicações sobre os atrasos do modal, cuja entrega já deveria ter ocorrido, conforme o cronograma inicialmente apresentado pelo Governo do Estado.
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Ao comentar o episódio nessa terça-feira, 14 de julho, Marcelo disse que preferiu deixar o plenário para evitar perder o controle emocional e afirmou que as cobranças estavam sendo usadas para antecipar o debate eleitoral.
“Eu sou uma pessoa muito sincera, eu sou muito transparente e republicano. Eu não tenho duas caras, eu falo ou eu não falo, eu brigo ou eu não volto a falar, e as pessoas se esquecem. Não fui eu governador, nem eu deputado, que aprovou o VLT, e aquela obra ficou parada por 12 anos. Então, acho que as pessoas têm que parar, analisar e não fazer pré-eleição ou fazer palanque. Eu fiquei muito, mas muito chateado, meu sangue… olha, eu juro para você que eu não sei se eu ia infartar ou se eu ia ter um derrame. Mas eu olhava assim, meu braço estava vermelho”, afirmou.
Embora não tenha citado Lúdio nominalmente, a declaração faz referência ao período em que o deputado disputou a Prefeitura de Cuiabá, em 2012, com apoio do então governador Silval Barbosa. O projeto do VLT foi lançado naquela gestão para atender à Copa do Mundo de 2014, mas nunca foi concluído e se tornou alvo de investigações por corrupção.
Na sequência, Marcelo afirmou que os participantes da audiência deveriam refletir sobre a própria trajetória antes de fazer críticas à condução das obras do BRT.
“Eu acho que as pessoas que estavam lá têm que colocar a mão na consciência e lembrar quem que o apoiou para candidato a prefeito de Cuiabá, lembrar que já sentaram naquela cadeira que eu estou lá na Sinfra, e que não deu andamento em muitas obras. Então, acho que as pessoas têm, nessas horas, eu acho que não custa nada colocarem a mão na consciência e terem um pouco de lucidez”, declarou.
O secretário também afirmou que as críticas o atingiram pessoalmente e disse que seu trabalho é voltado para melhorar a vida da população.
“Porque magoa a gente, sabe? Eu sou uma pessoa que não magoa ninguém. Eu faço o bem, eu trabalho para o bem, eu tento fazer a melhor coisa do mundo. Aquilo que eu posso fazer, eu quero entregar, eu quero entregar com qualidade, eu quero melhorar a vida das pessoas”, concluiu.
Fonte:Estadão MT




