Alair Ribeiro | TJMT
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) saiu em defesa da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que declarou que “feminicídio não existe”, e afirmou nesta quarta-feira, 7 de outubro, que sua filha, Raquel Maziero Cattani, não foi assassinada por ser mulher.
Raquel foi assassinada a facadas em julho de 2024 pelo ex-cunhado, Rodrigo Xavier Mengarde, a mando do ex-marido, Romero Xavier Mengarde. Segundo as investigações, Romero pagou R$ 4 mil ao irmão para cometer o crime porque não aceitava o fim do relacionamento. Os dois foram condenados. Rodrigo recebeu pena de 33 anos de prisão, enquanto Romero foi condenado a 30 anos e 3 meses, ambos em regime fechado.
Ao defender Eduarda, Cattani afirmou que a morte da filha ocorreu em razão do relacionamento que ela mantinha com o ex-marido, e não por ela ser mulher.
“Eu vou falar da minha família, por exemplo, a minha filha não foi assassinada por ser mulher, ela foi assassinada pelo relacionamento que ela tinha com uma pessoa totalmente desequilibrada, que tirou a vida dela porque não aceitava o fim do relacionamento, foi isso que a… Eduarda Campopiano, isso, a Eduarda Campopiano falou isso”, declarou.
Questionado se, diante disso, considerava que Raquel não havia sido vítima de feminicídio, Cattani afirmou que o termo é um agravante da pena, mas contestou a definição de que uma mulher seja morta “por ser mulher”.
“Olha só, o feminicídio é um agravante que se coloca em cima da pena, ela não foi morta por ser mulher, se o feminicídio, se ser feminicídio diz que você é morta por ser o que você é, isso realmente está errado, agora como um agravante por ela ter sido morta dentro de casa, como um agravante por ela ter sido morta pelo seu ex-marido, essas coisas aí, tudo bem”, concluiu.
Fonte:Estadão MT




