A empresa Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A., uma das instituições investigadas pela Polícia Federal na Operação Fugazi, também aparece em outra apuração que investiga um suposto esquema de geração irregular de ccréditos relacionado ao Banco Master. Um dos sócios da companhia, o empresário Marcolino Medeiros Junior, já havia sido alvo de uma operação policial na semana passada, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais.
A Operação Fugazi foi deflagrada nesta quarta-feira (15) para investigar um grupo econômico suspeito de lesar servidores públicos, aposentados e pensionistas por meio de contratos apresentados como cartão de crédito consignado, mas que, na prática, funcionariam como empréstimos consignados com juros elevados e mecanismos que dificultavam a quitação das dívidas.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul. As ordens judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens dos investigados.
Entre os principais alvos da operação está a Cartos, sediada em São Paulo. Conforme as investigações, a empresa mantém ligação com a Capital Consig Sociedade de Crédito Direto S.A., apontada pela PF como peça central do suposto esquema de fraudes envolvendo operações de crédito consignado.
Além das suspeitas relacionadas aos consignados, a Cartos também é citada em outra investigação que apura a possível participação da empresa em um esquema de fabricação de créditos vinculado ao Banco Master. As apurações seguem em andamento e buscam identificar a atuação de cada investigado, bem como o fluxo financeiro das operações realizadas pelo grupo.




