Tribunal do Júri condena executor a 33 anos de prisão por morte de advogado

PUBLICIDADE

O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva foi condenado nesta quarta-fira, 15 julho, a 33 anos de prisão pelo homicídio qualificado do advogado Renato Gomes Nery, em Cuiabá. A decisão foi proferida pelo juiz Marcos Faliros durante Tribunal do Júri.

O crime ocorreu na manhã de 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Renato Nery foi baleado quando chegava ao escritório de advocacia. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

– FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)

Alex confessou ter sido o autor dos disparos que mataram o advogado e, durante o julgamento, admitiu que executou a vítima em frente ao escritório onde ela trabalhava. Apesar da confissão, sustentou que não foi contratado previamente para cometer o crime, alegando que decidiu agir por conta própria após ouvir que haveria uma recompensa de R$ 200 mil pela morte de Renato Nery.

Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o homicídio foi encomendado em razão de uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural localizada no município de Novo São Joaquim.

Conforme a acusação, os empresários Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi são apontados como os mandantes do crime. Eles teriam contratado os policiais militares Heron Teixeira Pena Vieira, Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira para organizar a execução, recrutar Alex Roberto de Queiroz Silva, fornecer a arma utilizada no homicídio e intermediar os pagamentos.

Durante o julgamento, Alex afirmou que recebeu R$ 100 mil pela execução e confirmou que efetuou os disparos contra o advogado. A versão apresentada por ele, no entanto, diverge da investigação policial, que sustenta que o assassinato foi planejado e executado mediante contratação.

Os demais denunciados pelo Ministério Público respondem a processos separados e ainda aguardam julgamento. A Polícia Civil afirma ter reunido provas que ligam os supostos mandantes e intermediários à execução, incluindo a movimentação financeira utilizada para custear o crime.



Fonte:Estadão MT