Empresário que vendeu Patek Philippe falso é alvo de operação no RJ

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O homem, identificado como André Vinícios Peralta, é apontado como líder de uma das maiores quadrilhas especializada em fraudes a instituições bancárias  • Reprodução/PCERJ

Um empresário que vendeu um relógio suíço falso da Patek Philippe é alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (16). André Vinícios Peralta é apontado como líder de uma das maiores quadrilhas especializada em fraudes a instituições bancárias.

São cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços do investigado, na Barra da Tijuca, zona Sudoeste do Rio.

Os investigadores apontam que ele tem ao menos 29 registros de ocorrências pela prática de diversos de crimes patrimoniais como roubo, furto, receptação e apropriação indébita. 

Venda do relógio falso

De acordo com as investigações, uma vítima comprou o relógio da marca de luxo Patek Philippe, pelo valor de R$ 200 mil. A transação foi baseada na premissa de autenticidade e integridade do bem.

Após a conclusão da compra, a vítima fez uma perícia técnica especializada, a qual constatou que o maquinário interno não era original da marca. A peça interna era chinesa, o que descaracteriza o valor de mercado e a natureza do produto vendido.

Com a constatação, Peralta foi confrontado e aceitou a devolução do bem sob a promessa de restituição integral do valor pago. No entanto, após retomar a posse do relógio, o empresário não fez o reembolso, segundo a polícia, “agindo com nítida má-fé e intuito de locupletamento ilícito, afirmou ter alienado o relógio a terceiro, privando a vítima tanto do numerário quanto do objeto.”

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Histórico criminal do empresário

Segundo as investigações, Peralta, de 55 anos, é natural de Belo Horizonte e residente no Rio de Janeiro, e acumula um histórico de dezenas registros criminais na Polícia Civil fluminense. 

Ele tem ocorrências que iniciaram em 2004. Entre os crimes estão furto, estelionato, receptação e apropriação indébita. Peralta também respondeu por ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha em 2009, em Búzios.

O empresário já foi preso duas vezes. Uma em 2004, por mandado de prisão civil. A outra, em 2015, por prisão preventiva pela pratica de crime de roubo. Ele também figura em ocorrências de comunicação falsa de crime, em 2023, e de crimes contra a economia popular, em 2022.

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Peralta já foi alvo de uma busca e apreensão em 2019 a partir da Operação Boca Rica, conduzida pela Delegacia de Roubo e Furtos, onde seis lojas que compravam joias e ouro foram lacradas e interditadas.

Em relação ao crime de receptação chama atenção uma ocorrida em 2017 na Barra da Tijuca, onde o empresário foi indiciado por comprar aliança de brilhantes, anéis, pulseira de brilhantes, cordão de ouro, além de um relógio Rolex de ouro amarelo por meio de uma empresa, que seria usada para receber a venda do relógio falsificado.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Peralta. O espaço está aberto.

Fonte: Cnn Brasil