A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Elo Oculto para cumprir oito ordens judiciais contra investigados pelo assassinato de Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, morta a tiros em maio deste ano, em Poxoréu. Entre os alvos da ação está um vereador do município, contra quem foi expedido um mandado de prisão temporária.
Ao todo, a Justiça autorizou sete mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. As diligências são realizadas simultaneamente nas cidades de Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana, com apoio das equipes da Regional de Primavera do Leste.
Segundo a investigação, Lavignia foi executada por determinação de integrantes de uma facção criminosa após ser confundida com uma suposta informante da polícia. A suspeita dos criminosos surgiu porque a jovem costumava acompanhar a mãe, que trabalhava na base da Polícia Militar de Poxoréu, e, em algumas ocasiões, a auxiliava no local.
O crime ocorreu na madrugada de 10 de maio, dentro de uma casa noturna às margens da MT-130. Conforme a Polícia Civil, um homem armado entrou no estabelecimento e efetuou diversos disparos contra a vítima, que foi atingida em regiões vitais e morreu ainda no local.
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores buscam apreender celulares, documentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do homicídio, identificar outros envolvidos e individualizar a participação de cada investigado.
A prisão temporária foi decretada contra um dos suspeitos, que atualmente exerce o cargo de vereador em Poxoréu. A identidade dele não foi divulgada pela Polícia Civil.
O nome Operação Elo Oculto faz referência às ligações investigadas entre os suspeitos, a execução da jovem e os fatos que se seguiram ao crime. O inquérito policial segue em andamento e tramita sob sigilo.




