Servidora da Saúde perdeu mais de R$ 1 milhão após ser alvo de esquema de extorsão, diz Polícia Civil » Esportes & Notícias

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Uma servidora da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) foi vítima de um esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão ao longo de cerca de três anos. Segundo a Polícia Civil, os investigados identificaram a fragilidade emocional da mulher e passaram a explorá-la financeiramente de forma contínua. A Operação Laço Oculto, deflagrada nesta terça-feira (21), apura o caso.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), sob coordenação do delegado Hugo Abdon Lima. Entre os principais alvos estão os servidores públicos Fernanda Leite da Matta e Deiwson Ortelhado, apontados como integrantes do esquema. Um policial militar, cuja identidade não foi divulgada, também é investigado por suposta participação.

De acordo com o delegado, os suspeitos perceberam que a vítima apresentava vulnerabilidade psicológica e passaram a fazer sucessivas cobranças, acompanhadas de ameaças, para convencê-la a realizar transferências bancárias.

“Eles perceberam que a colega era uma pessoa vulnerável psicologicamente e passaram a exigir pagamentos constantes, utilizando ameaças para manter a vítima sob pressão”, afirmou Hugo Abdon.

Conforme a investigação, o caso teve início em 2022, quando a servidora autorizou que sua conta bancária fosse utilizada por Deiwson Ortelhado, que alegou precisar quitar uma dívida com agiotas. A partir desse episódio, os investigados passaram a sustentar que estavam sendo perseguidos por criminosos e convenceram a vítima de que ela e seus familiares também estariam em perigo.

Temendo represálias, a servidora realizou diversos pagamentos, contratou empréstimos, utilizou cartões de crédito, sacou recursos da previdência privada e chegou a comprometer valores destinados à construção de sua casa.

Embora a versão apresentada pelos suspeitos envolva a atuação de agiotas, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que essas pessoas possam ter participado apenas para dar aparência de legitimidade ao esquema e facilitar a movimentação do dinheiro obtido por meio das extorsões.

Além da extorsão, a investigação também apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e agiotagem. Segundo a polícia, foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além da circulação de recursos entre pessoas ligadas ao grupo.

Ainda conforme o delegado, a vítima sofreu forte abalo emocional durante o período em que era coagida e precisou iniciar acompanhamento psicológico.

O foco da Operação Laço Oculto, neste momento, é recuperar o patrimônio perdido pela servidora. Por isso, a Polícia Civil priorizou medidas patrimoniais, sem pedir, por enquanto, a prisão dos investigados.

Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, um mandado de busca e apreensão de veículo, cinco ordens de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros, que podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões. As investigações continuam para esclarecer a participação de todos os envolvidos e rastrear os recursos obtidos pelo grupo.

Fonte: Esporte e Notícias