
Reprodução
Danilo Santos da Silva, de 29 anos, foi executado dentro do alojamento de uma fazenda na zona rural de Guiratinga (329 km de Cuiabá), na madrugada desta quinta-feira, 23 de julho. Antes dos disparos, dois homens armados confirmaram a identidade dele por meio de uma videochamada. Horas depois, os suspeitos morreram em confronto com a Polícia Militar.
O crime ocorreu na Fazenda Paraná. Conforme o boletim de ocorrência, os dois atiradores chegaram ao local em uma motocicleta e invadiram o espaço destinado aos funcionários.
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Inicialmente, a dupla entrou em um dos quartos, acordou um trabalhador e apontou armas contra ele. Durante uma chamada de vídeo, os suspeitos mostraram o rosto do funcionário e perguntaram a uma terceira pessoa: “É este?”. Após receberem resposta negativa, seguiram em busca de outro homem.
Os criminosos arrombaram a porta do quarto onde Danilo dormia. Assim que ele acendeu a luz, o rosto dele também foi mostrado durante a videochamada. Desta vez, a pessoa do outro lado confirmou que se tratava do alvo.
Na sequência, Danilo foi atingido por vários disparos e morreu ainda no alojamento. Os demais trabalhadores relataram que estavam dormindo quando ouviram os tiros. Ao deixarem os quartos, os autores já haviam fugido.
Segundo a polícia, Danilo possuía mandado de prisão em aberto. O crime relacionado à ordem judicial não foi informado.
Após o homicídio, imagens das câmeras da fazenda e do programa Vigia Mais MT ajudaram as forças de segurança a identificar a rota de fuga. Os suspeitos foram localizados na região do distrito de Alcantilado.
De acordo com a Polícia Militar, durante a tentativa de abordagem, os dois homens atiraram contra a equipe. Os policiais revidaram e atingiram a dupla.
Os suspeitos, identificados pelas iniciais B.L.S. e M.P.F.S., foram socorridos e encaminhados a uma unidade de saúde, mas não resistiram aos ferimentos.
B.L.S. tinha passagens por tráfico de drogas, receptação, violação de domicílio e estelionato, além de um mandado judicial em aberto. M.P.F.S. possuía registros por porte ilegal de arma, corrupção de menores, ameaça e outros crimes.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Fonte:Estadão MT




