R$ 10 milhões: investigação aponta tentativa de impedir delação em caso Renato Nery; casal de Primavera do Leste segue apontado como mandante | Cliquef5

PUBLICIDADE

As investigações sobre o assassinato do advogado Renato Gomes Nery continuam revelando novos detalhes sobre a estrutura criminosa que teria sido montada para executar o crime. Durante o julgamento do executor confesso, a Polícia Civil revelou que um grupo de advogados teria tentado arrecadar cerca de R$ 10 milhões para impedir que um policial militar colaborasse com as investigações.

O caso tem repercussão em todo o Estado, especialmente em Primavera do Leste, já que o casal de empresários César Augusto de Almeida e Julinere de Oliveira Brunetto é apontado pelas investigações como mandante do homicídio. Ambos negam as acusações e respondem ao processo na Justiça.

A revelação foi feita pelo delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante o julgamento de Alex Roberto de Queiroz Silva, condenado pela execução do advogado.

Segundo o delegado, a informação foi prestada por Kaster Huttner Garcia, considerado uma das principais testemunhas da investigação. Conforme seu depoimento, um grupo de advogados estaria reunindo aproximadamente R$ 10 milhões para convencer o sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira a não revelar quem seriam todos os integrantes da organização criminosa.

De acordo com a Polícia Civil, Heron decidiu colaborar com as investigações e confessou sua participação no esquema. Ele também apontou o envolvimento de outros investigados, detalhando a estrutura utilizada para planejar e executar o assassinato.

As investigações indicam que o policial militar atuou como intermediador, sendo responsável por receber recursos financeiros, providenciar armamento e contratar Alex Roberto de Queiroz Silva para executar Renato Nery.

Durante seu depoimento ao Tribunal do Júri, o delegado Bruno Abreu afirmou que raramente presenciou um policial militar apontar de forma tão direta a participação de outros integrantes das forças de segurança em um crime dessa dimensão, classificando a colaboração como um dos momentos mais importantes das investigações.

Provas destruídas após o crime

Outro ponto apresentado durante o julgamento diz respeito à destruição de provas. Conforme relatado pela principal testemunha da investigação, Alex Roberto permaneceu escondido em uma chácara em Várzea Grande após o homicídio.

No local, ele teria queimado as roupas, o capacete e o telefone celular utilizados na execução do crime para dificultar o trabalho da polícia. Apenas um par de tênis foi preservado.

Ainda segundo a investigação, o executor realizava treinamentos de tiro na propriedade antes do assassinato, aperfeiçoando a ação criminosa que resultou na morte do advogado.

Primeiro condenado

Alex Roberto de Queiroz Silva foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, tornando-se o primeiro dos denunciados pelo assassinato de Renato Nery a ser julgado. Além da pena de reclusão, a Justiça determinou o pagamento de indenização equivalente a 40 salários mínimos aos familiares da vítima.

As investigações prosseguem em relação aos demais denunciados, incluindo o casal de empresários de Primavera do Leste apontado como mandante do crime, que segue respondendo às acusações e exercendo seu direito de defesa no curso do processo.

✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp

✅ Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 



Fonte: Click F5