
Foto-Reprodução-Web
Uma advogada, um jogador de futebol amador e um operador financeiro conhecido como “Gordão” desempenhavam papéis centrais na engrenagem financeira chefiada por Paulo Witer Farias Paelo, o “W.T.”. Apontado como o tesoureiro do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, W.T. continuava no comando do esquema mesmo encarcerado na Penitenciária Central do Estado (PCE).
As informações foram detalhadas pelo delegado Victor Hugo, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), durante coletiva sobre a Operação Replay.
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A Divisão de Tarefas no Esquema
Conforme revelado pela investigação, o trio atuava em funções bem definidas para ocultar a origem ilícita dos recursos:
Dayane Karol Moreira (Advogada): Responsável por regularizar documentos e atuar como procuradora em transações de imóveis de luxo no município de Itapema (SC), registrados em nome de “laranjas” para ocultar o patrimônio do líder faccionado.
Alex Júnior Santos de Alencar, o “Alex Soldado” (Jogador): Atleta do time “Amigos do W.T.” e homem de confiança do líder. Alvo recorrente da polícia, Soldado voltou a operar na lavagem de dinheiro da facção assim que conquistou a liberdade em processos anteriores.
Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”: Considerado o braço direito direto de W.T., ele era o principal ponto de contato com o presídio para executar os repasses e manobras financeiras.
Ordens Vindas de Dentro da PCE
Mesmo com a prisão de W.T., as análises de dados telemáticos comprovaram que a liderança da organização criminosa se manteve ativa no ambiente prisional. Embora a prisão tenha reduzido sua capacidade operacional, o tesoureiro continuava dando ordens e coordenando o fluxo de caixa do grupo.
A Operação Replay cumpriu 10 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca, apreensão e o sequestro de bens e valores bloqueados que ultrapassam R$ 32,6 milhões. As diligências concentraram-se em Cuiabá, Várzea Grande e em cidades dos estados de Santa Catarina e do Rio de Janeiro.
O Histórico de Cercos ao Núcleo de W.T.
A Operação Replay representa mais um desdobramento do cerco policial contínuo ao núcleo financeiro do Comando Vermelho em Mato Grosso. O grupo já vinha sendo desarticulado em etapas anteriores da Polícia Civil:
Desdobramento contínuo: A ação atual deriva do avanço das investigações iniciadas na Operação Apito Final (que visou a estrutura original de W.T. e o uso do futebol amador como fachada) e da Operação Tempo Extra, que mirou a reestruturação da facção e os sucessores do tesoureiro após as primeiras prisões.
Estratégia Repetida: A nova fase confirma a persistência do grupo em utilizar empresas de fachada, aquisição de imóveis de alto padrão no litoral catarinense e o futebol de várzea como mecanismos recorrentes de ocultação de capitais.
Fonte: Click F5




