
Foto Ilustrativa-Web
A tragédia que tirou a vida de Dionísia Casemiro, de 66 anos, na manhã da última quarta-feira (29), reacendeu a revolta e a apreensão de moradores sobre a segurança Viária em Primavera do Leste. A idosa seguia para o trabalho em uma horta comunitária por volta das 6h10 quando foi atingida por um veículo que saía da Rua Rosa Casarim para acessar a Avenida São Sebastião. O condutor fugiu sem prestar socorro. Durante os trabalhos de resgate realizados pelo Samu e Corpo de Bombeiros, familiares e populares protestaram no local cobrando a instalação imediata de lombadas físicas (quebra-molas) no trecho.
Presente na cena do acidente, o secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Ozéias de Souza, solidarizou-se com a família, mas ponderou sobre a eficácia das barreiras físicas. Segundo ele, diagnósticos de tráfego na cidade demonstram que quebra-molas em grandes corredores não contêm o excesso de velocidade — a exemplo do que ocorre na Avenida dos Lagos — e trazem prejuízos diretos ao tempo de resposta de ambulâncias e viaturas policiais.
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Como alternativa técnica, o município está em fase final de elaboração de um plano para instalar redutores e radares eletrônicos nas vias de maior circulação, incluindo a própria Avenida São Sebastião. A promessa é de fiscalização automática rigorosa para punir os infratores por meio de multas, preservando o fluxo preferencial dos veículos de emergência. Enquanto a Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança para identificar o veículo e o motorista foragido, a população segue apreensiva diante da rotina violenta do trânsito local.
Escalada de acidentes mobiliza Primavera do Leste
O caso da Avenida São Sebastião não é um episódio isolado, mas o ponto crítico de um trimestre marcado por ocorrências gravíssimas na infraestrutura viária do município:
Julho de 2026 (BR-070): Poucos dias antes da morte da pedestre, um engavetamento violento envolvendo dois ônibus, quatro carros de passeio e uma caminhonete parou o tráfego no trecho urbano da BR-070. O engarrafamento foi provocado por manobras bruscas de conversão na via marginal, resultando em feridos e danos materiais significativos.
Julho de 2026 (MT-130): Na mesma semana, uma colisão grave deixou quatro pessoas feridas — com vítimas presas às ferragens —, demandando operação complexa de resgate das equipes do Samu e concessionárias de rodovia.
Maio e Junho de 2026 (Perímetro Urbano e Vias Periféricas): A combinação de conversões proibidas, excesso de velocidade nos horários de pico e imprudência em cruzamentos sem sinalização adequada vinha acumulando colisões envolvendo motociclistas e pedestres no município.
A recorrência de colisões e fatalidades reforça a urgência na implementação da fiscalização eletrônica prometida e impõe à gestão pública o desafio de acelerar as intervenções viárias antes que novas vidas sejam perdidas.
Fonte: Click F5




