Desembargador do TJMT tem passaporte retido em operação da PF que investiga suposto desvio de R$ 308 milhões | RepórterMT

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KARINE ARRUDA

DO REPÓRTERMT

O desembargador Ricardo Gomes de Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), teve o passaporte retido durante as ações da Operação Heritage, deflagrada na manhã de hoje (6) pela Polícia Federal (PF). Conforme noticiado anteriormente pelo , o magistrado foi citado na investigação que apura um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso, durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), e a empresa de telefonia OI.

Em nota divulgada à imprensa, o Tribunal de Justiça informou que não houve cumprimento de mandados ou qualquer ação na sede do Poder Judiciário Estadual. Segundo o comunicado, Ricardo Gomes de Almeida foi mencionado na investigação e a medida determinada contra ele, no âmbito da operação, foi a retenção do passaporte.

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“O Poder Judiciário de Mato Grosso permanece à disposição para colaborar com as autoridades competentes, caso seja solicitado”, informou a Corte.

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A Operação Heritage cumpriu, ao todo, 25 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Entre os alvos da operação estão o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, a subprocuradora-geral Administrativa e de Controle Interno da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Fabíola Paulino Garcia, irmã do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador de Mato Grosso nas eleições deste ano, além do ex-governador Mauro Mendes e da esposa dele, Virginia Mendes (União Brasil).

Em nota, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) esclareceu que: “Confia nas investigações da Polícia Federal e irá contribuir com tudo que for requerido. Aguarda com naturalidade o desdobramento da investigação, pois acredita que o caso será totalmente esclarecido.”

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Entre as medidas determinadas pela Justiça estão o bloqueio e a indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões, afastamento dos sigilos bancário e fiscal, proibição de saída do país, retenção de passaportes e restrições de contato entre os investigados.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas dos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. Segundo a PF, os fatos investigados estão relacionados a um acordo celebrado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa OI envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.

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Fonte: Repórter MT