Mauro nega irregularidades e acusa Janaína e Taques de “armação política”;vídeo | RepórterMT

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DO REPÓRTERMT

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), candidato ao Senado, publicou um vídeo de pouco mais de seis minutos, na noite desta quinta-feira (6), para responder às suspeitas levantadas pela Operação Heritage.

Ele negou qualquer irregularidade e acusou adversários políticos de utilizarem a investigação para prejudicá-lo eleitoralmente.“Não fiz nada de errado e não tenho nada a temer”, declarou Mauro. Na gravação, ele cita nominalmente a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o ex-governador Pedro Taques e o senador Jayme Campos (União Brasil).

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Mauro iniciou o vídeo relembrando uma investigação da Polícia Federal realizada em 2014, quando era prefeito de Cuiabá. Segundo ele, o episódio provocou o corte de linhas de crédito, a perda de contratos e dificuldades para suas empresas. O ex-governador afirmou que, três anos depois, a apuração foi arquivada sem a constatação de irregularidades.

Ao tratar da Operação Heritage, Mauro disse que soube pela imprensa que era investigado e afirmou que os agentes estiveram em sua residência apenas para recolher seu passaporte, conforme determinação judicial.

A Operação Heritage apura um suposto desvio de mais de R$ 308 milhões relacionado a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. Segundo a Polícia Federal, os recursos teriam circulado por uma estrutura formada por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas.

Mauro apresentou uma versão diferente. Segundo ele, a disputa tributária envolvendo o Estado e a operadora teve início em 2009 e o valor corrigido se aproximava de R$ 580 milhões em 2024. O candidato afirmou que a Procuradoria-Geral do Estado negociou um acordo para encerrar o processo e reduzir o prejuízo aos cofres públicos.

O ex-governador sustentou ainda que a negociação passou pela análise de diversos procuradores, foi homologada pela Justiça e considerada legal e vantajosa pelos órgãos de controle. Ele também negou que os fundos que receberam os recursos tenham qualquer ligação com ele ou com integrantes de sua família.

A versão é contestada pela linha investigativa da Polícia Federal, que apura se parte do dinheiro passou por fundos ligados a familiares dos investigados. A operação também determinou o bloqueio de bens até o limite de R$ 316 milhões, a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o recolhimento de passaportes e a proibição de contato entre investigados.

No campo político, Mauro acusou Janaína Riva e Pedro Taques de apresentarem uma denúncia baseada em informações falsas. Também alegou que trechos do relatório da Polícia Federal e de documentos enviados ao Tribunal Regional Federal seriam um “copia e cola” da representação apresentada pelos adversários.

Mauro ainda afirmou que integrantes do grupo adversário comentavam antecipadamente que uma operação seria realizada. Ele mencionou declarações de Jayme Campos e Pedro Taques e criticou o fato de a ação ter sido deflagrada a cerca de 60 dias das eleições. No vídeo, porém, não apresentou documentos que comprovassem eventual acesso prévio dos políticos às informações sigilosas da investigação.

Ao final, o candidato afirmou que vai colaborar com as autoridades e pediu rapidez na apuração. Mauro disse confiar que o caso será esclarecido e garantiu que continuará com seu projeto político, apesar do que classificou como uma ofensiva da “velha política”.

VÍDEO:



Fonte: Repórter MT