PF Deflagra Operação Heritage e Mira Cúpula Política de MT em Esquema de R$ 308 Milhões | Cliquef5

PUBLICIDADE

Foto-Reprodução-Web

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage, cumprindo 25 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Entre os principais alvos das buscas estão o deputado federal Fábio Garcia (União) — ex-secretário-chefe da Casa Civil e candidato a vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) —, o ex-governador Mauro Mendes (União) e o desembargador Ricardo Almeida, além da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT).

A investigação debruça-se sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro, peculato e uso de informação privilegiada na celebração de um acordo tributário de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora de telefonia Oi. Além das buscas, o STF determinou o bloqueio de bens até o montante de R$ 316 milhões, a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o recolhimento de passaportes e a proibição de contato entre os alvos.

✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp

Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 

 

 

A deflagração da Operação Heritage representa o desdobramento de uma crise política e jurídica que se intensificou ao longo de 2026. O acordo milionário com a Oi vinha sendo contestado por meio de denúncias formuladas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Justiça estadual.

  • Triangulação financeira via fundos: As apurações indicam que, após a renegociação do débito tributário com a Oi, o montante pago pelo estado foi direcionado a fundos de investimento recém-criados em cascata. O objetivo do arranjo seria ocultar a destinação final dos valores públicos, direcionando recursos a empresas ligadas a familiares e aliados políticos da alta cúpula do governo estadual.

  • Ações de contestação: Nos últimos meses, a Vara de Ações Coletivas do TJ-MT deu andamento a ações populares que exigiam esclarecimentos detalhados dos agentes públicos envolvidos sobre o caminho percorrido pelas verbas públicas.

  • Defesa das partes: O governo estadual sustenta que a negociação reduziu uma cobrança judicial que ultrapassaria R$ 600 milhões, resultando em economia aos cofres públicos, e nega qualquer irregularidade nos procedimentos adotados pela PGE.

A assessoria do deputado Fábio Garcia foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto para manifestação de todos os citados.



Fonte: Click F5