
Foto-Reprodução-Web
A influenciadora digital Kamila Gonçalves Vieira, amplamente conhecida pelo apelido de “Rapunzel Cuiabana”, voltou a ser presa pela Polícia Civil de Mato Grosso. A prisão preventiva foi efetuada no início de agosto de 2026 por equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) em um estabelecimento comercial no bairro Buritis II, em Primavera do Leste.
Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Honório Delta, a suspeita acumula cerca de 66 boletins de ocorrência registrados contra ela entre os anos de 2018 e 2026, com acusações que variam entre estelionato, furto, injúria e difamação.
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O Golpe do Falso Divórcio
Nesta nova fase investigativa, denominada pela Polícia Civil de Operação Falácia, Kamila se passou por advogada — sem possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) — para intermediar o processo de divórcio de um casal. Ela convenceu o homem a realizar diversos pagamentos e depósitos de pensão alimentícia diretamente em sua conta bancária sob a promessa de repassá-los à ex-esposa.
Ao longo de mais de cinco meses, a vítima transferiu cerca de R$ 30 mil para a conta da influenciadora. Além do valor em dinheiro, Kamila induziu o homem a entregar uma caminhonete Hilux, alegando que o veículo seria repassado à ex-companheira, mas acabou se apropriando do bem. O automóvel foi localizado e apreendido pela polícia na residência da investigada no momento da prisão.
Estilo de Vida e Modus Operandi
De acordo com a Polícia Civil, Kamila utilizava o dinheiro oriundo dos golpes para ostentar um alto padrão de vida nas redes sociais, onde reúne mais de 40 mil seguidores. O delegado ressaltou que a investigada costuma residir em bairros nobres, vestir roupas de grife e aplicar golpes fracionados — geralmente entre R$ 10 mil e R$ 20 mil — com o objetivo de não chamar a atenção das autoridades. O extenso histórico de infrações foi um dos principais pilares para a fundamentação de sua prisão preventiva.
Outros Casos de Falsos Advogados e Golpes por Influenciadores
A prisão de Kamila insere-se em uma tendência de operações policiais focadas em combater crimes de estelionato, falsidade ideológica e golpes financeiros praticados por figuras públicas e falsos profissionais no Brasil:
Exercício Ilegal da Profissão e Golpes em Processos: A atuação de falsos advogados tem sido alvo de operações constantes das Polícias Civis e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em levantamentos e operações ostensivas realizadas em diversos estados, esquemas que prometem facilitação em acordos judiciais, liberação de precatórios ou mediação de divórcios falsos têm feito vítimas ao induzi-las a realizar depósitos em contas de terceiros ou entregar patrimônios (como imóveis e veículos).
Furtos e Golpes em Imóveis de Luxo: A trajetória de Kamila inclui registros desde 2021, quando chegou a ser presa em flagrante em Cuiabá acusada de liderar um esquema no qual alugava casas e apartamentos mobiliados para subtrair e vender os móveis, eletrodomésticos e pertences dos proprietários. O modus operandi de se mudar com frequência entre cidades para despistar as autoridades é uma constante no perfil de investigados por estelionato continuado.
Uso da Imagem de Influenciador para Dar Credibilidade: Assim como no caso da “Rapunzel Cuiabana”, autoridades alertam para o crescimento do uso de redes sociais por estelionatários. A exibição de um estilo de vida luxuoso e a alta contagem de seguidores são frequentemente empregadas como ferramentas de persuasão para passar legitimidade e atrair novas vítimas para golpes financeiros.
Fonte: Click F5





