Prefeito afirma que partido evita assumir aliança nacional com o petista para preservar candidaturas a deputado federal nos estados
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quarta-feira, 5 de agosto, que o MDB evita assumir uma posição nacional de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para preservar candidaturas a deputado federal em estados onde uma aproximação com a esquerda poderia prejudicar os candidatos da legenda.
Abilio citou a presença do MDB no governo federal como exemplo e afirmou que o partido mantém três ministérios na gestão petista, mas evita uma aliança nacional para não comprometer candidatos que, em alguns estados, tentam manter um discurso mais próximo da direita.

“O MDB tem três ministérios com o Lula. Três ministérios com o Lula. Apoia o PT em tudo quanto é lugar. Mas por que o MDB não faz uma aliança nacional com o Lula diretamente? Porque existem alguns estados que têm candidatos que querem fazer de conta que são de direita. Nesses estados eles se sentiriam prejudicados”, afirmou.
Para o prefeito, a prioridade do MDB é ampliar a bancada na Câmara dos Deputados. “Qual que é o plano do MDB? Eleger deputados federais. Esse é o plano do MDB. Eleger deputados federais”, declarou.
Abilio afirmou que a estratégia também é adotada por outras siglas que, segundo ele, evitam assumir uma posição nacional por causa das alianças construídas nos estados. Citou o PSD, que classificou como um partido “muito” presente no governo Lula, mas que não faz um posicionamento nacional, e o Republicanos, que mantém alianças com o grupo petista em estados do Nordeste.
“Esses partidos estão interessados em eleger federais. E alguns estados em eleger senadores. E por conta disso eles não fazem declaração”, ressaltou.
Possível segundo turno
Abilio também recorreu às eleições de 2022 para sustentar a avaliação. Ele lembrou que o MDB lançou Simone Tebet como candidata à Presidência no primeiro turno, mas apoiou Lula no segundo.
“Como que você acha que o MDB vai se posicionar no segundo turno? É óbvio que vai apoiar o Lula. Tem três ministérios”, afirmou.
Na avaliação do prefeito, os partidos que atualmente mantêm uma postura de neutralidade ou evitam declarar apoio ao campo político de direita podem estar adotando a estratégia para preservar seus candidatos nos estados e negociar uma posição no segundo turno.
Abilio também citou os eleitores de outros candidatos ao Governo nos estados para defender que parte desse eleitorado pode migrar para o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa presidencial de segundo turno.
“Quem vota no Zema vem pro Flávio. Quem vota no Tarcísio vem pro Flávio. Quem vota no Caiado vem pro Flávio”, destacou.
As declarações ocorrem em meio à resistência de Abilio à aliança entre PL e MDB em Mato Grosso. O prefeito já afirmou que não pretende apoiar a composição para as eleições de outubro, que prevê Wellington Fagundes (PL) como candidato ao Governo e Janaína Riva (MDB) na disputa pelo Senado.
fonte: estadaomt




